Cresce o número de passagens rodoviárias vendidas pelo e-commerce em 2017

Um estudo realizado pela empresa ClickBus – voltada para o e-commerce especializado em passagens rodoviárias – revelou que houve um crescimento na busca por passagens de ônibus em 1 ponto percentual este ano. A pesquisa apontou um crescimento no número de passagens de ônibus de 6% em 2017, movimentando em média R$ 916 milhões este ano. O número total de passagens comercializadas foi de 9,7 milhões no acumulado dos últimos 12 meses.

De acordo com a empresa responsável pela pesquisa, os dados levantados demonstraram que houve uma maior procura na aquisição de passagens rodoviárias através do e-commerce. Um dos motivos que impulsionaram as vendas de passagens pelo e-commerce, foi a Resolução 5.396 da ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre, que possibilitou regras mais flexíveis e promoções para o setor de transporte de ônibus.

A empresa ClickBus contou com o apoio da Roland Berger (empresa de consultoria estratégica) para a realização desta pesquisa. Os dados apontam para ótimas estimativas que são impulsionadas pelas mudanças propostas pela ANTT, um fato parecido com que ocorreu em 2000 com as empresas de transporte aéreo.

O CEO da empresa ClickBus, Fernando Prado, alegou que os incentivos, as conexões e outras práticas já estão sendo adotadas para diversos setores que incluem o turismo, como é o caso do setor rodoviário. Ele ainda explica que após a regulamentação chamada de “yeld management”, as passagens poderão ser compradas com descontos pela internet sem uma aprovação prévia da ANTT.

A pesquisa também ajudou a revelar a mudança de comportamento do consumidor na hora de comprar passagens rodoviárias, mostrando que 32% das aquisições das passagens rodoviárias foram realizadas por intermédio de um smartphone, o equivalente a um crescimento de 40% com o mesmo período em 2016, com 23% das compras realizadas através de um smartphone.

Prado ainda alegou que por ano, cerca de 160 milhões de brasileiros compram passagens de ônibus para diversos destinos. Esse número atinge mais de 190 empresas especializadas com transporte rodoviário, chegando a oferecer mais de 4.600 destinos em todo o país.

 

Especialista ensina como introduzir a educação financeira na vida das crianças

A árdua tarefa dos pais em criar e ensinar os filhos não se limita apenas aos conceitos morais e éticos visados por eles, mas também na formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Sendo assim, ensinar valores sobre economia para crianças é muito importante para que ela cresça e saiba o que é consumo consciente e tenha bons hábitos financeiros quando for adulta.

Contudo, nem sempre é fácil ensinar as crianças sobre conceitos que muitas vezes não é nem praticado pelos pais, sendo esse o primeiro erro na educação das crianças. A educação financeira deve ser apresentada às crianças de uma forma simples que elas possam compreender, como o próprio exemplo dado pelos pais.

A especialista em educação financeira infantil, Cássia D’Aquino, explica que o momento certo e mais oportuno para ensinar as crianças sobre economia é quando elas questionam conceitos relacionados a dinheiro ou ainda pede que os pais compre algo que ela queira. Cássia explica que esses atos começam a aparecer a partir dos dois anos e meio, sendo o momento determinante em que a criança identifica que o dinheiro compra coisas.

A especialista ainda explica que as atitudes simples garantem mais eficiência no aprendizado das crianças, por isso é importante não se aprofundar em temas complexos e usar termos difíceis. A criança absorverá melhor as informações se os pais utilizarem palavras de seu cotidiano e exemplos que façam parte de sua rotina.

Segundo Cássia, assim que a criança demonstrar interesse em comprar algo ou perguntar sobre dinheiro, os pais podem começar a introduzir os conhecimentos sobre educação financeira através de situações simples, como explicar a criança que há coisas que os pais compra porque precisam e há coisas que eles compram porque querem. Esse é o primeiro passo para que a criança entenda que há gastos essenciais e gastos dispensáveis em um orçamento familiar.

Outra dica dada pela especialista é levar a criança para realizar compras no supermercado e informá-la sobre o leite que está mais caro ou o pão que está mais barato. Dessa forma a criança entende que há variações de preços entre os produtos, e estabelece categorias como “precisar e querer”, “barato e caro”, entre outras coisas comuns do dia a dia.

A especialista aconselha que a criança seja instruída gradualmente, sendo assim, a cada fase de entendimento da criança um novo conceito deve ser apresentado. De forma gradual, os pais devem explicar o que são hábitos de consumo consciente, o que é renda mensal, e ainda o que é poupança. Todos esses conceitos compõem uma educação financeira efetiva para um futuro promissor.

 

Inadimplência das micros e pequenas empresas bateu recorde, em agosto deste ano

Mesmo que, segundo alguns, tenham ocorrido melhoras em nossa economia, como a queda da inflação e o recuo dos juros, assim propiciando, obviamente, uma melhora da confiança no mercado em geral, tanto por parte dos empresários quanto por parte dos consumidores, há um porém: mantém-se difícil o quadro para os pequenos empreendedores. É que, segundo um levantamento recentemente divulgado, 4,8 milhões de micros e pequenas empresas estavam inadimplentes, no mês de agosto, em todo o Brasil. E, infelizmente, trata-se de um marco, um recorde de caráter negativo, no caso.

Se considerarmos o espaço de tempo de um ano, constataremos que houve um aumento de 14% no número de companhias desse porte que ficaram sem pagar em dia as suas respectivas dívidas. Tratando de números, encontramos 600 mil inadimplentes, no Brasil inteiro, segundo um estudo da Serasa Experian, que é, para quem não sabe, uma consultoria especializada em informações relacionadas à economia e às finanças.

O referido estudo teve como seu responsável o economista Luiz Rabi, que afirmou serem as micro e pequenas empresas quase que absolutamente o todo das companhias inadimplentes, em agosto deste ano (2017), representando as demais, proporcionalmente, apenas 7% desse total.

E mais dados sobre essa questão, em agosto de 2017, foram apresentados, estando entre eles o total de 5,1 milhões de empresas, sem a distinção de porte, todas presentes na lista de devedores, estando elas, ainda por cima, com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) negativado. Essa “negativação”, vale lembrar, faz com que a empresa, enquanto negativada, permaneça impedida de fazer transações bancárias.

Outra observação crucial sobre esse estudo é o seu entendimento quanto à classificação de porte das empresas, ou seja, o que considera como cabível dentro da categoria de pequena e microempresa. Pois bem, foram definidas assim as companhias que possuíam um faturamento anual de até R$ 4 milhões.

Por fim, falemos um pouco mais da inadimplência e o critério usado quando falamos dela. Na verdade, um critério que varia, a depender daquele que for o parâmetro adotado pelo credor responsável pela negativação, ou seja, aquele que enviou o CNPJ desse empresa para a lista da Serasa. Fora isso, destaquemos que é do tipo “não bancária”, 75% das dívidas em atraso, ou seja, que 3/4 do total são pendências com fornecedores e factorings, aqueles com quem os empresários já têm o costume de descontar as duplicatas.

 

3 dicas simples para otimizar o seu orçamento e sair da inadimplência

Diante de uma economia instável, o brasileiro precisa controlar seus gastos e garantir a saúde financeira, seja pessoal ou da empresa. Não por acaso, as dívidas estão entre as principais preocupações do dia a dia. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 69% das pessoas inadimplentes sentem ansiedade.

Mas melhorar as finanças pessoais ou de um empreeendimento não é coisa de outro mundo. Com algumas ações simples, já é possível otimizar o orçamento mensal.

A primeira ação a ser tomada consiste em reservar um dia da semana para planejar o orçamento. Por exemplo, com um planilha podem ser incluídos os gastos, as dívidas, eventuais contratempos e também as receitas. Dessa maneira, tem-se uma visão panorâmica das movimentações financeiras e dos valores de cada tipo de gasto ou receita.

Outra solução igualmente válida corresponde aos aplicativos de dispositivos móveis. Existem diversas opções que auxiliam diariamente no acompanhamento das finanças. Um exemplo de aplicativo brasileiro é o Guia Bolso, que possui várias funcionalidades tais como consultar CPF, analisar empréstimos e traçar metas financeiras.

A segunda dica para otimizar o orçamento é automatizar pagamentos. Numa rotina atribulada, é comum esquecer de pagar as contas e muitas vezes o atraso envolve multas salgadas. Nesse sentido, automatizar o pagamento de despesas fixas é uma excelente alternativa para deixar de se preocupar com prazos. Ao delegar esta tarefa para o seu banco, não haverá mais o problema de esquecer. As contas serão automaticamente pagas, garantindo a tranquilidade de ficar bem longe da inadimplência.

Também é interessante automatizar a poupança. Assim, todo mês em um dia definido, parte da sua receita seria transferida para a aplicação e renderia ao longo do tempo.

Finalmente, a terceira dica está relacionada à forma de pagamento. Um dos problemas que levam ao desequilíbrio do orçamento é confiar no limite do cartão e fazer contas por impulso. No entanto, a fatura do cartão pode aumentar de tal maneira que nos meses seguintes não seja possível pagá-la. Em vista disso, realizar compras à vista constitui uma maneira de evitar tal situação. Esta estratégia força o consumidor a comprar apenas quando tiver dinheiro suficiente e também evita ter gastos maiores que as despesas.

Escritório em que Ricardo Tosto advoga e ajudou a fundar é avaliado pela Legal 500

Com o objetivo de fornecer avaliações sobre empresas e atuações do ramo jurídico, o diretório Legal 500 realiza anualmente uma publicação onde peculiaridades sobre diversos agentes do meio são elencadas. Em 2017 foi a vez da advocacia Leite, Tosto e Barros ser avaliada pela organização. Contando com o advogado Ricardo Tosto como um dos sócios, o escritório figurou entre outros de várias partes do mundo. Conhecido por Latin America, o guia onde as classificações são apresentadas trata, dentre outros pormenores, da forma como cada participante tem realizado seu trabalho.

A maneira como o Legal 500 procede em relação aos interessados em participar das avaliações, assim como o escritório de Ricardo Tosto, é bastante similar ao de outras empresas avaliadoras, como por exemplo a Chambers Latin. Dessa forma, quem desejar efetuar sua participação, deverá atentar para a entrega de todos os documentos exigidos pela instituição. O diretório em questão solicita que sejam enviados vários materiais que possam expressar como cada agente atua dentro das companhias avaliadas, algo que também pode demandar algumas entrevistas avaliativas.

A primeira categoria em que o Leite, Tosto e Barros foi avaliado trata de assuntos ligados à reestruturação e falência. Nessa modalidade, o escritório foi tido pelos avaliadores como um estabelecimento com a estrutura recomendada para lidar com processos desse segmento. Com destaque para o contencioso da empresa, o guia Latin America explicou que o setor possui grande força dentro da advocacia que Ricardo Tosto ajudou a fundar e apresentou a informação de que Rodrigo Quadrante tem destacada atuação na área.

Em se tratando de processos onde litígios são parte preponderante, o guia ressaltou que o escritório também alcançou resultados para a construção civil, infraestrutura e energia. A avaliação positiva nessa área decorre, contudo, da condução de um processo ligado a um cliente de uma companhia de distribuição de energia em alguns estados brasileiros. O segmento que trabalha com processamento de carnes também foi relembrado pela publicação, já que Ricardo Tosto e os outros sócios estiveram a frente de ações desse tipo.

No quadro societário da Leite, Tosto e Barros, além da atuação dos demais profissionais, as sócias Mariana Nogueira e Cristina Lombardi receberam avaliações específicas pela Legal 500. Segundo o que estabeleceu o guia, as advogadas agregaram maior valor aos chamados ativos empresariais. As observações decorreram da atuação das duas em processos do setor de compliance do escritório.

Licitações no campo dos recursos naturais fizeram com que a advocacia da qual Ricardo Tosto faz parte se sobressaísse diante de outros agentes jurídicos. O principal fator levado em consideração pela comissão avaliadora foi a presença da instituição em concessões, algo que possibilitou aos advogados Eduardo Nobre e Tiago Lobão Cosenza destaque por parte do guia Latin America.

Os clientes oriundos da área bancária, bem como aqueles que procuram o Leite, Tosto e Barros para solucionarem questões referentes aos processos de concessões do segmento de energia, têm contribuído para que o escritório desponte como destaque em publicações como a realizada pela Legal 500, ainda que a advocacia esteja aberta a receber casos de qualquer natureza jurídica.

 

5 dicas para abrir o primeiro negócio

Muitos brasileiros têm o desejo de largar o emprego e serem donos do próprio negócio. Contudo, muitos não sabem nem por onde começar. Isso acaba fazendo com que ideias que poderiam ser lucrativas não saiam do papel.

No conteúdo a seguir, separamos 7 dicas para quem deseja empreender e abrir o primeiro negócio. Confira!

  1. Comece pelo planejamento

Para quem a sua empresa vai vender? O primeiro passo é definir o que será vendido e quem será o público-alvo a ser alcançado. Será necessário analisar se há demanda no mercado para justificar o investimento. O segundo passo é estabelecer os canais de venda e a forma que a empresa se relacionará com esses clientes.

  1. Apresente a ideia para amigos

Conversar sobre o projeto com amigos e familiares é uma excelente forma de encontrar possíveis furos em sua ideia. Não tenha medo de compartilhar, ideias e dicas são sempre bem-vindas.

  1. Formalize o seu negócio

Depois de ter a sua ideia aprovada, chegou o momento de formalizar o negócio e obter seu Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). No site da Receita Federal é possível conferir todas as etapas necessárias.

  1. Crie um web site

O web site será um dos principais canais de comunicação e vendas, por isso deverá ser profissional. A ferramenta deverá ser uma extensão da empresa, possuindo informações sobre os produtos e/ou serviços oferecidos. É indicado que o sítio possua uma loja virtual, canais de comunicação e um endereço físico.

  1. Divulgue o seu negócio nas redes sociais

Sites como o Facebook e Google são ótimas ferramentas para divulgar sites e lojas virtuais. Para quem está começando o primeiro negócio, esses sites são excelentes canais para obter os primeiros clientes.

Não tenha medo de arriscar e tenha sempre capital para o fluxo de caixa. Bons negócios!

Indicador de crescimento do PIB tem alta por conta da agropecuária e da construção civil

A situação econômica do nosso país, convenhamos, ainda é de alguma recessão, pois não estamos completamente livres da crise que nos assola já tem alguns anos. Porém, nos últimos meses deste ano, alguns indicadores vêm mostrando um cenário que, aos poucos, vai tornando-se mais e mais positivo, mesmo que não possamos ainda nomeá-lo como “otimista” em definitivo. Ao menos, é essa a impressão que podemos ter após a apuração feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio de seu Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), afinal, foi apontado pelo referido monitor um crescimento econômico de 0,2% durante o mês retrasado deste ano (2017), agosto, quando o mesmo foi comparado com o indicador do mês que lhe foi anterior, ou seja, julho.

A FGV ainda informou, sobre o chamado “trimestre móvel”, considerando-se o seu encerramento no mês de agosto, que houve uma alta nesse indicador de crescimento econômico, que a chegou a 0,6%, quando em comparação com o trimestre que lhe foi anterior, e isso, vale destacar, sempre seguindo a série ajustada sazonalmente.

A apuração citada também ressaltou que, consideradas essas duas comparações aqui tratadas, ambos os resultados podem ser classificados como “positivos”. Assim fazendo-o, pode-se concluir então que representaria a terceira variação positiva do indicador medido pela Fundação. E se quisermos falar em valores reais, considerando todo o acumulado de janeiro deste ano até o mês de agosto, vemos que o PIB chegou à impressionante marca dos R$ 4,368 trilhões.

Para o coordenador do Monitor PIB-FGV, Caludio Considera, a maior responsabilidade por essa alta do indicado durante o período aqui tratado é da agropecuária e da construção civil. Ele ainda afirma que não devemos apenas considerar o bom nível de desempenho que teve a agropecuária, mas também as melhoras que tiveram determinados segmentos, mesmo que estes tenham permanecido em níveis baixíssimos, como, por exemplo, o segmento da construção civil, além do segmento da formação bruta de capital fixo. Para Considera, ambos os segmentos que destacou são fundamentais para a nossa economia possa recuperar-se mais consistentemente, tanto a médio quanto a longo prazo.

 

Conab estima uma redução de 6% na produção de grãos na safra 2017/18

Os produtores de grãos e oleaginosas do Brasil já avaliam que a produção para a safra 2017/2018 será fraca, e de acordo com algumas estimativas, a produção poderá ter uma queda de 6% por causa do clima seco. A queda é comparada ao período onde houve uma colheita recorde desses alimentos, que foram produzidos sob o efeito de um clima considerado “perfeito”.

A estimativa foi realizada pela Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, que identificou em seu levantamento para o ciclo de safra 2017/18 que a produção desses alimentos poderá ficar entre 224,17 milhões e 228,20 milhões de toneladas. O que significa uma queda que pode ir de 6% a 4,3% em relação às 238,50 milhões de toneladas que foram colhidas na safra 2016/17.

A Conab destacou em seu levantamento: “Condições climáticas altamente favoráveis contribuíram para a safra passada alcançar recorde histórico. Tais condições dificilmente se repetirão, por isso a expectativa de redução produtiva”. Segundo a companhia, a queda tem relação direta com as condições de clima “perfeito” que dificilmente poderão se repetir e ainda com as atuais condições climáticas de seca no Brasil.

O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, que compõem o Ministério da Agricultura, reconheceu publicamente que o clima atual não é favorável até mesmo na fase de plantio dos grãos e das oleaginosas. Neri Geller disse após a divulgação dos números da Conab: “Estamos com alguns problemas principalmente no Centro-Oeste, onde as chuvas atrasaram de forma bastante significativa”.

Por isso, as estimativas da Conab apontam para uma queda de 4% em média na produção desses alimentos no verão e no inverno. O número significa uma redução do potencial de produção em relação a quantidade total de área plantada para a colheita.

A companhia ainda estima que a semeadura dos grãos e das oleaginosas se manterá estável durante o período, um número estimado em 60,88 milhões de hectares. Contudo, há uma previsão de que a semeadura possa aumentar em 1,8%, equivalente a 62 milhões de hectares plantados.

A Conab avaliou em relação ao clima e ao número de semeadura dos alimentos: “A produtividade deve sofrer redução para praticamente todas as culturas”.

 

Carga tributária brasileira sofreu um aumento em seu volume de 8% em 2017

Segundo dados levantados pelo IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – e divulgados pela ACSP – Associação Comercial de São Paulo – no dia 10 de outubro de 2017, o volume de impostos cobrados no Brasil teve um aumento de 8% no período que vai desde 14 de setembro de 2016 até a mesma data deste ano.

Neste período de 12 meses onde os dados foram avaliados, foram registrados aumentos mais consideráveis nos tributos estaduais. Em média, a alta registrada ficou em 10,2% nos tributos estaduais. Tributos cobrados pelos municípios tiveram um crescimento de 7,7% vindo logo em seguido pelos tributos federais, com um crescimento de 7,1%.

“Além do efeito da inflação e da retomada da atividade econômica, a recuperação do consumo levou à melhora da arrecadação porque o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – é o principal imposto dos estados e incide fortemente sobre as vendas do varejo e serviços públicos como energia e gás”, explica o presidente da ACSP e da Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Alencar Burti.

Segundo a divulgação da ACSP sobre o aumento no volume dos impostos, um aumento no lucro das empresas, um aumento nos salários dos brasileiros e um número maior de contribuintes no país, são determinantes para que esse maior volume de impostos cobrados no país atingissem a casa dos 8%. Uma atividade maior em áreas da indústria contribui para a geração de mais tributos em cima dos produtos comercializados.

“A retomada das vendas de veículos ajuda a arrecadação do IPVA, lembrando que os automóveis têm alíquotas mais elevadas do que caminhões e utilitários”, diz Burti. No final do período onde foram avaliadas as cargas tributárias pelo IBPT, as cargas tributárias haviam atingido a casa de R$ 1,5 trilhão em impostos de municípios, estaduais e federais.

O Impostômetro, utilizado para medir a quantidade de impostos cobrado em um determinado período, aponta para R$ 1,39 trilhão no dia 14 de setembro de 2016. No dia 2 de outubro de 2017, o Impostômetro registrou R$ 1,6 trilhão em impostos. A estimativa é de que esse valor atinja a casa dos R$ 1,7 trilhão no fim do mês de outubro deste ano.

 

Luiz Carlos Trabuco Cappi e Lázaro Brandão falam sobre os desafios da nova gestão do Banco Bradesco

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Luiz Carlos Trabuco Cappi

Luiz Carlos Trabuco Cappi deixará a presidência executiva do Banco Bradesco até março do ano que vem. Ele foi nomeado, no último dia 10 de outubro, e já ocupa a cadeira de presidente do conselho de administração da instituição – presidido, até então, por Lázaro de Mello Brandão que, depois de 27 anos no posto, renunciou ao cargo. De acordo com o regulamento da organização, no entanto, o presidente executivo não pode acumular dois cargos – bem por isso, um novo membro, ainda não definido, deve ser eleito ainda no primeiro trimestre de 2018.

Para Luiz Carlos Trabuco Cappi, no entanto, o próximo presidente executivo terá alguns desafios pela frente – principalmente, no que se refere à “alfabetização” dos clientes que não estão habituados ao ambiente digital. “Esse é o nosso grande desafio. Nós temos 14 milhões, dos 27 milhões de clientes, que fazem transações digitais. Os outros vão ter de ser alfabetizados”, sobressaiu o executivo.

Lázaro Brandão acrescenta que se de um lado as trocas de moeda foram o principal desafio da sua gestão, agora quem trará os desafios à empresa fundada por Amador Aguiar é a tecnologia. “Vai diminuir o que se exercita hoje através da rede de agências […]. [A digitalização] vai ganhar corpo, indiscutivelmente. É um desafio de médio prazo”, ressaltou o executivo.

A tecnologia e as pessoas são os pilares de uma instituição financeira, completou Luiz Carlos Trabuco Cappi. “Tecnologia sem olhar para as pessoas é lugar comum, só processamento de dados. Se eu digitalizar o banco sem foco no cliente, é coisa do passado”.  Para ele, celular e mobilidade estão no eixo principal dessa questão relacionada à “alfabetização digital”.

Em junho deste ano, para fazer frente ao avanço das populares fintechs – ou seja, Startups que oferecem serviços financeiros que se diferenciam pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia – e também para conseguir atingir um público mais jovem, o Bradesco lançou um banco digital chamado Next. “Nosso investimento no Next foi ter um banco 100% digital para capturar uma geração que quer se relacionar de forma diferente com o banco”, frisou Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Bom, trabalho é o que não vai faltar para a nova organização administrativa da instituição – que precisa entregar ao Banco Central o nome do novo presidente executivo 30 dias antes da assembleia que acontece no próximo mês de março. Luiz Carlos Trabuco Cappi , além de presidente executivo, ocupava também a posição de vice-presidente do conselho de administração – para esse posto, entretanto, o sucessor já está definido. A vaga foi preenchida por Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, que, assim como Trabuco e Brandão, já tem “estrada” na instituição fundada por Amador Aguiar – ele começou a trabalhar no Banco Bradesco em dezembro de 1957, aos 13 anos de idade.