Boeing anuncia fabricação de avião hipersônico

A Boeing revelou o seu plano de fabricar uma aeronave hipersônica, que deverá voar em uma velocidade recorde de mais de 6.125 quilômetros por hora, o que equivale a cinco vezes a velocidade que o som atinge. Um dos maiores aviões fabricados pela empresa, o Boeing 737, consegue alcançar uma velocidade máxima de cerca de 830 quilômetros por hora. Esse anúncio foi feito depois que a Boeing no ano passado, perdeu para a  sua concorrente Airbus  em número de vendas de aviões.

Se esse avião da Boeing conseguir apresentar mesmo, uma velocidade igual à que a empresa afirmou que ele vai ser capaz de voar, a viagem do Japão para o Brasil por exemplo, poderia levar apenas três horas. Mas o objetivo da aeronave não vai ser voltada para o transporte de passageiros, ela será fabricada para atender objetivos militares.

Segundo a revista Aviation Week, para a aeronave conseguir chegar na velocidade proposta, ela vai precisar ter dois modelos de propulsão. Primeiramente ela utilizará uma turbina a jato tradicional, para conseguir uma aceleração capaz de levar o jato a uma velocidade de três vezes a que é alcançada pelo som. A partir daí essas turbinas vão condensar o ar que as atravessa, e com o uso feito de combustível, vai “explodi-lo”. Como consequência desse processo o ar quente foge por trás da turbina, fazendo com que a aeronave alcance uma velocidade mais alta.

Depois que o avião alcança a velocidade esperada, o sistema de propulsão deve ser trocado para outro conhecido como “scramjet”. Nesse caso o ar circula em uma velocidade maior que a do som, o que vai fazer com que o avião apresente uma aceleração ainda maior do que antes.

Na hora de descer para o pouso, o sistema terá que ser trocado de novo para fazer a redução da velocidade. O sistema vai precisar ter uma propulsão diferente, utilizando as turbinas adequadas para esse fim.

Segundo ainda a revista, a empresa já estabeleceu um cronograma para a evolução do projeto do avião e a estimativa é de que a primeira aeronave, só esteja pronta para a realização de testes em 2020.

Produção de minério eleva as expectativas da indústria no Pará e no Brasil

Fortemente influenciado pelo crescimento na extração de minério de ferro, o destaque em crescimento ficou com o estado do Pará, que conseguiu atingir uma alta de 10,7%, um ótimo retrospecto no encerramento do ano passado, revela a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgado pelo IBGE– Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – divulgada no dia 11 de janeiro de 2018.

O estado também conseguiu superar o forte crescimento da produção ocorrida na indústria nacional, que foi de 0,2%, um crescimento de 1,1% na comparação entre os meses de outubro e novembro do ano passado. No total, foram a metade dos 14 estados envolvidos na pesquisa que tiveram um bom retrospecto diante desta pesquisa, todos os setes estados com índices maiores do que o índice nacional. Desta forma, a indústria do Pará conseguiu buscar o resultado mais elevado diante de sua série histórica, fechando o ano passado em 36,4%, maior do que a média ocorrida em 2012.

“Os resultados da atividade industrial do Pará, em qualquer comparação, são amplamente positivos”, explica André Macedo, gerente da pesquisa. Em uma comparação realizada entre o Pará e Goiás em novembro de 2016, Goiás ficou a frente do Pará em 17%. Segundo afirma o gerente da pesquisa, a extração de minério de ferro – beneficiado ou bruto – é de grande importância para a estruturação da indústria em todo o país. “Essa atividade responde por cerca de 77% do total da indústria local e é impulsionada, em grande parte, pelo aumento das exportações do país”, explica André.

Segundo especialista em economia do governo, a indústria da mineração tem uma projeção de alta para este ano, levando em conta aspectos da saída da zona de retração em que o país se encontrava nos últimos anos. Estas fortes expectativa se deve também ao crescimento esperado do terceiro setor aqui no Brasil. O país vem demonstrando ótimos números diante da balança comercial, que fechou o ano passado com superávit, e este ano, a produção de matéria prima poderá impulsionar novo superávit diante da indústria de mineração e para os subprodutos ligados a ela.

2017 encerra com inadimplência estabilizada, informa SPC Brasil e CNDL

O volume após o encerramento de 2017 ficou estável entre os brasileiros negativados, mas ainda alto. De acordo com dados levantados por uma pesquisa do SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito – em parceria com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas -, o esperado é que o mês de dezembro do ano passado tenha fechado com cerca de 60,2 milhões de brasileiros com dívidas pendentes diretamente no CPF, estando restrito para a realização de compras parceladas. Os números ainda não são oficiais, mas esta estimativa representa 39,6% de toda a população na faixa etária entre 18 e 95 anos no país.

“Mesmo com a lenta recuperação econômica em curso, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos em dia. A reversão desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o consumidor: emprego e renda. Além disso, exige um esforço contínuo de educação sobre o consumo – pesquisas elaboradas pelo SPC Brasil mostram, de forma decorrente, uma carência de controle das finanças pessoais.” explica Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

Dezembro do ano passado fechou com uma alta de 1,27% no número de inadimplentes em todo o país, em comparação com o mês de dezembro de 2016, atingindo uma variação mensal na casa dos 0,63% nos dois últimos dois meses do ano passado. De acordo com a estimativa relacionada com a idade dos cidadão brasileiros, foi possível observar que as pessoas entre 30 e 39 anos são as que mais concentram o número de negativados em todo o país. No mês de dezembro do ano passado, 50% destes cidadãos estavam com o nome registrado em algum órgão devedor, sendo essa população o equivalente a 17,8 milhões de pessoas.

O indicador de inadimplência do consumidor possibilita toda a base de dados para os levantamentos e realizações de pesquisas realizadas pelo SPC Brasil e pela CNDL. São 27 unidades da federação espalhadas entre as capitais e o interior dos estados, e as pesquisas de inadimplência apresentam uma margem de erro de 4 p.p, equivalentes a um intervalo de confiança dentro de 95%.

 

2017 encerra com leve queda de vendas de carro zero para o consumidor

Em 2017 as vendas de carro zero no Brasil aumentaram 9,3% se comparadas em a 2016, porém os emplacamentos para o consumidor comum tiveram uma queda de 0,3% em comparação ao mesmo período.

Segundo a Federação dos Importadores, a Fenabrave, no ano passado, dos 2,1 milhões de veículos e comerciais leves vendidos, 1,3 milhão foram das concessionárias, o que representa 60% do total.

Em 2016, essa fatia era ainda maior e correspondiam a 1,3 milhão, ou seja 65,83% do total e foram vendidos 1.307.622 veículos e em 2017 foram 1.303.558, sendo que desse número, as vendas diretas de carro foram de 678.739 em 2016 e de 868.676 em 2017.

As vendas diretas aumentaram em 28% no ano passado em relação a 2016, e se enquadra nessa modalidade, carros para frotas, locadoras de veículos, taxistas, pessoas com deficiência e trabalhadores rurais que costumavam receber descontos nas compras.

As vendas diretas totalizaram 868 mil emplacamentos de carros em 2017, um aumento de 34% para 40% do total realizado.

O volume de vendas diretas no ano passado está dentro da média da última década, de 810 mil unidades, segundo a Fenabrave. Este número chegou a 830 mil nos últimos 5 anos e 750 nos últimos 3.

As vendas diretas são realizadas com a participação das concessionárias, destaca a entidade, quando envolve taxistas, portadores de deficiência e produtores rurais.

A venda direta nas lojas, de acordo com a Fenabrave, aumentou 24% no ano passado, em comparação a um ano atrás, indo de 209 mil para 261 mil unidades.

Os veículos mais dependentes dessas vendas são os picapes que são normalmente utilizadas para uso comercial. A Fiat Strada e a Toro estão entre as mais emplacadas em 2017, e 70% de suas vendas são voltadas para empresas.

O Hyundai HB20 foi o carro menos dependente das vendas diretas está entre os top 10 de vendas e liderou o emplacamento em 2017.

Os veículos que mais são dependentes da venda direta no país são: Chevrolet Montana, Fiat Strada, Volkswagen Saveiro, Fiat Fiorino, Renault Logan, Volkswagen Voyage, Fiat Uno, Fiat Toro, Ford Ranger e a Chevrolet S10.

 

Novas funcionalidades da Amazon – por Rodrigo Terpins

Seduada em Seattle, a Amazon é uma empresa inicialmente concebida para o e-commerce busca sempre inovar na experiência de compra de seus clientes. A companhia anunciou um novo serviço, o Amazon Key, em que os usuários permitem que os entregadores possam entrar em suas casas quando eles não estiverem no local. Quem reporta a notícia é o empresário do segmento do varejo, Rodrigo Terpins.

A ideia é entregar as encomendas adquiridas pelo site da Amazon mesmo sem ninguém casa, evitando re-entregas, atrasos, entre outros benefícios. O principal ponto relevante para a estratégia foi a segurança e por isso o cliente pode acompanhar toda a entrega por vídeo streaming, com o Cloud Cam.

Fechadura inteli

Rodrigo Terpins destaca que o serviço está disponível somente para clientes Amazon Prime, que ainda terão que arcar com o 250 dólares referemte a câmera por monitoramento pela nuvem e a fechadura inteligente que permite a entrada dos entregadores.

A fechadura é uma tecnologia nova desenvolvida pela Amazon, que permite que o entregador possa adentrar ao imóvel do cliente. Ela possui um código de barras e assim que for acessado pelo entregador envia uma notificação para o smartphone do comprador, e este, por sua vez, autoriza o destravamento da porta.

A ferramenta levou pouco mais de um ano para ser disponibilizada no mercado. Segundo a Amazon, a intenção é conquistar os clientes que não podem adquirir produtos por não estarem em casa no momento da entrega, mas que também não tem interesse em que suas encomendas fiquem do lado de fora de suas moradias, onde possam se danificadas ou roubadas, reporta Rodrigo Terpins.

No intuito de evitar desconfortos se algum morador estiver na residência, o entregador também é orientado a bater na porta antes de adentrar à casa dos clientes. Entre as recomendações aos consumidores estão que o serviço não seja adquirido por usuários que tenham animais que circulam na casa.

Rodrigo Terpins destaca a fala de Peter Larsen, vice-presidente da Amazon Delivery. Em entrevista o executivo afirmou que o serviço não é um experimento “Esta é uma parte fundamental da experiência de compras da Amazon a partir deste ponto”, destacou ele.

Inicialmente o serviço será disponibilizado somente nas 37 cidades em que a própria amazon realiza a entrega dos pedidos. Dessa forma, a companhia evita nesse primeiro momento, que ocorram constragumentos e problemas com empresas terceirizadas, reporta Rodrigo Terpins.

Outras novidades da empresa

Esse é só o primeiro passo da empresa. Planos para um futuro próximo devem integrar o Amazon Key a outros serviços e aplicações destinados a divisão de serviços para residências. A ideia é que os assinantes Premium possam também ter acesso livre para outros dois serviços, o Rover.com e Marry Maids.

O Rover.me é um serviço destinados a passeios com cachorros e o Marry Maids é um serviço de reparos e outros trabalhos domésticos para as mais diferentes necessidades. Para a câmera do Amazon Key o intuito é que ele possa funcionar também como câmera de segurança com funções extras, a exemplo de detector de movimento e faces, e monitoramento de zonas da casa.

76 anos de Candeias é comemorado pelo MME ao ter contribuído para economia

O MME – Ministério de Minas e Energia – prestigiou os 76 anos do início da indústria nacional do

petróleo, com a presença de Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, em Candeias – 1 da Petrobrás, localizada no Recôncavo baiano no dia 14 de dezembro deste ano. Candeias é o primeiro campo comercial explorado no Brasil, que ainda mantém atividade de extração de petróleo e alcançou uma produção de 34 barris de petróleo por dia, dando rumo a economia do país.

O ministro esteve acompanhado de Márcio Félix, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível do MME; também junto a Nilo Azevedo, que é Gerente Executivo de Terra e Águas Rasas; o Gerente Geral da Unidade de Exploração e Produção da Bahia, Stênio Galvão; e o Gerente do Ativo de Processamento de Fluidos da Unidade de Exploração e Produção da Bahia, Geraldo Correio, em uma visita a comemoração.

Após prestar um agradecimento feito por todas as oportunidades alcançadas e pela contribuição que Candeias deu a economia do Brasil, o ministro destacou que “as maiores entregas que o governo terá ao longo do período de 1 ano e 11 meses que virão do Ministério de Minas e Energia, será a retomada da produção de gás e óleo no país: nós retornamos com o calendário de leilões em 2017, que por sinal foi satisfatório”, relembrou ao dizer sobre os esforços que o governo vem fazendo diante da renovação do Repetro pelo Congresso Nacional.

Também foi destacado pelo ministro o grande interesse demonstrado pelas empresas “que escolheram por retornar os investimentos no Brasil, além da Petrobras que realizou diversos investimentos como foi visto nesses últimos dois leilões realizados de uma forma mais firme. Os brasileiros não fazem ideia do que leilões significará para a economia do país; a maioria das pessoas só veem um monte de assinaturas, sendo R$ 6 bilhões, um número que expressa muito dinheiro, contudo, essa é apenas a ponta desse grande iceberg que virá convertido em royalties, impostos, mais empregos e também geração de mais serviços”.

 

Estimativas apontam crescimento de shoppings centers na América

Atualmente, a América Latina possui aproximadamente 1,9 mil shoppings espalhados pelos países que compõe a região. Embora o número já seja grande, as estimativas apontam para um crescimento ainda maior nos próximos anos, uma tendência que vai em contrapartida dos Estados Unidos, que vem apresentando uma redução gradual da quantidade de shoppings no país.

Somente nos últimos 10 anos, esse setor de comércio teve um aumento médio de 5% a cada ano, esse número é equivalente a um total de 100 novos empreendimentos lançados por ano. Os dados foram adquiridos de um estudo realizado pela Lizan Retail Advisors, uma empresa de consultoria americana. Para o estudo, a empresa considerou os centros comerciais que são alugados e possuem mais de 10 mil m².

Em 2017, o setor apresentou uma leve desaceleração em relação ao crescimento anual, mas ainda demonstra um ótimo desempenho em toda a América Latina, que pode estar preste a apresentar seu melhor desempenho nos últimos 10 anos.

O levantamento ainda apontou que o Brasil está classificado como o segundo país da América Latina a ter mais centros comerciais ligados ao setor, com cerca de 600 empreendimentos, ficando atrás do México, que possui cerca de 650.

A Abrasce“Associação Brasileira de Shopping Centers”, revelou que há uma previsão de que o país abra aproximadamente 30 centros comerciais até o final de 2018. A associação ainda prevê que esses novos empreendimentos que deverão ser inaugurados serão instalados em regiões longe dos centros metropolitanos, o que indica uma forte tendência de crescimento para o setor nas regiões mais afastadas do país. No ano passado, a Abrasce ainda revelou que o país teve um faturamento total de R$ 157,9 bilhões.

Contudo, as estimativa apontam que o México seguirá com a liderança em relação ao país com mais empreendimentos voltados para o setor até o ano de 2025. Neste ano em questão, o México deverá atingir um total de 760 shoppings instalados no país. As estimativas são do “Grupo de Inteligência de Mercado para a América Latina”, que responde ao ICSC – “Conselho Internacional de Centros Comerciais”.

 

Casa de shows do Manaira Shopping de Roberto Santiago é uma das mais conceituadas da região

A casa de espetáculos que fica na cobertura do shopping de Roberto Santiago, o Manaira Shopping, se encontra em uma localização excelente na cidade de João Pessoa, próxima tanto do centro como também do litoral norte. Quando foi inaugurada em 2009, a Domus Hall levou ao público um show inédito da dupla Zezé Di Camargo & Luciano, iniciando uma trajetória de sucesso, com diversos espetáculos que levantaram a capital da Paraíba.

Um dos grandes diferenciais desse espaço é a sua estrutura ampla e moderna, composta por equipamentos de som que contam com um elaborado sistema de isolamento acústico. Criada para ser um ambiente versátil e adaptável a vários estilos diferentes de eventos, a casa de shows pode tanto se transformar em uma boate, como também ser adaptada a uma espécie de teatro, com o palco e lugar para quase quatro mil pessoas estarem sentadas.

Nos anos desde que abriu as suas portas ao público, o grande intuito da Domus Hall do empresário Roberto Santiago é proporcionar espetáculos musicais de alto nível a população de João Pessoa. Seja qual for o estilo musical, sertanejo, rock, funk, axé ou pop, o objetivo é levar grandes artistas da música nacional e internacional. Entre os nomes que já se apresentaram na casa de shows, está a cantora Ana Carolina, destaque da música popular brasileira, e o famoso sambista Seu Jorge.

No ano de 2016, em comemoração ao aniversário da Domus Hall, foi organizada uma apresentação especial da banda O Rappa, a qual levou para a Paraíba o novo espetáculo do grupo em comemoração aos seus quase 25 anos de trajetória musical. A banda O Rappa surgiu em 1993, no Rio de Janeiro, e é muito conhecida em todo o país por suas músicas que misturam acordes de rap e reggae, além de possuírem mensagens de cunho social.

Mais do que uma casa de shows, a Domus Hall do empresário Roberto Santiago também sedia outros tipos de eventos, como festas de casamento, apresentações de stand-up, festas corporativas e formaturas, tudo isso em razão da versatilidade oferecida pelo ambiente, que se ajusta de maneira fácil a diferentes estilos de cerimônia.

Roberto Santiago nasceu na cidade de João Pessoa e escolheu cursar Administração de Empresas no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Depois de formado, ele conseguiu um trabalho na Café Santa Rosa, empresa onde trabalhou por alguns anos até ter os meios necessários para criar o seu próprio negócio, uma empresa no ramo da cartonagem, uma técnica de fabricação de objetos utilitários e decorativos.

Porém, foi no ramo do loteamento que Roberto Santiago se tornou bem-sucedido e um dos grandes empreendedores do Nordeste. Em primeiro lugar, o empresário inaugurou o Manaira Shopping no ano de 1989, considerado como um dos melhores centros comerciais do Nordeste devido a sua importância no dia a dia dos paraibanos. Mais recentemente, em 2014, o empresário abriu ao público o seu segundo empreendimento comercial, o Mangabeira Shopping, o qual gerou muitos empregos e melhorou a economia de João Pessoa mesmo durante o período de crise.

Panorama Energético Mundial 2017 é recebido pelo secretário-executivo do MME

“Temos a possiblidade de aprender com países que já passaram por desafios que ainda estamos enfrentando”, enfatizou Paulo Pedrosa, secretário-executivo do MME – Ministério de Minas e Energia. Paulo expôs sua opinião durante o encontro que lançou o relatório do World Energy Outlook (Panorama Energético Mundial 2017). O secretário-executivo esteve acompanhado de Paul Simons, vice-diretor executivo da AIE – Agência Internacional de Energia.

Segundo o relatório, que é a principal divulgação da AIE, o sistema energético mundial passa por grandes reformas dentro de quatro principais eixos: a questão do Estados Unidos na liderança do petróleo e gás diante do resto do mundo; o desenvolvimento, implantação e o acesso das tecnologias voltadas para energia limpa; economias melhores orientadas que dão mais foco aos serviços junto a ascensão de energia limpa na China; e a predominância da eletrificação em todo o mundo.

No mês de outubro de 2017, o Brasil oficializou à AIE sendo um país não membro. Desta forma, a Agência reconheceu países com potencial relevante dentro do panorama energético mundial e que não fazem parte da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Esses países fazem parte da associação de países não membros, sendo que o Brasil é o sétimo e último a entrar para esse grupo de países não membros, que é composto por: China, Índia, Marrocos, Indonésia, Tailândia e Cingapura, não necessariamente nesta ordem. Em relação aos países que fazem parte da OCDE, atualmente a Agência tem 29 países membros.

Desde 1974, a AIE é um importante e bem conceituado organismo internacional que trata das questões eletroenergética global. É uma importante fonte de conhecimento e consultoria para os países agregados e que buscam emergir nas questões eletroenergéticas. O principal objetivo da associação é garantir o abastecimento energético de forma confiável, com preços dentro da realidade de todos e acessível a todos, e tratar das questões de segurança energética. Também traz como objetivo o desenvolvimento econômico, a conscientização para as questões de sustentabilidade e conseguir que mais países consigam aderir a associação. O World Energy Outlook é o programa mais importante da Agência, e faz referência mundial ao setor energético. O Brasil já foi referência na seção especial que continha 113 páginas na edição realizada em 2013.

 

Recenseadores são os heróis do Censo Agro 2017, com destaque para o Bahia

O retrato do atual cenário do setor agropecuário no Brasil, foi lançado graças ao desbravamento de recenseadores que finalizaram o Censo Agro 2017. Dentre todas as regiões e localidades levantadas pelo Censo Agro 2017, o estado da Bahia, considerado o maior estado rural do país foi destacado nesta edição.

Esses recenseadores enfrentam muitas barreiras para a realização do censo, que vão desde enfrentar estradas sem condições de seguir em frente, moradores desconfiados, animais selvagens, mau tempo, entre outras dificuldades com a pesquisa. Mas nem só de dificuldades nasce uma pesquisa do censo no Brasil. Nesses dificultosos caminhos onde muitas famílias vivem esquecidas, onde só motocicletas conseguem adentrar, existem muitas histórias de vida no lançamento de cada questionário.

Existem histórias de pessoas que se negam em deixar um sítio mesmo estando em idade avançada e com a saúde fragilizada. Pessoas que viveram o regime militar e são receosos em responder o questionário. Pessoas que são receptivas e não permitem que o recenseador vá embora sem provar um cafezinho.

“Todo mundo é bem receptivo e quer que a gente beba alguma coisa. Eles ficam até chateados se a gente não aceitar, aí faz caldo de cana, suco”, diz Thalita Moreno, recenseadora que atuou no estado.

“A coleta está indo relativamente bem. Ela já foi concluída em quase 2 mil setores e está em andamento atualmente em cerca de 2,3 mil setores. Agora a expectativa é ficar de olho na supervisão, no pagamento, na conclusão dos estabelecimentos e no acompanhamento da qualidade do dado”, explica André Urpia, coordenador Operacional do Censo Agro na Bahia.

O Censo tem como objetivo levantar dados sobre as famílias, o clima, a agropecuária e apontar dados sobre a produção de alimentos nesta região do país.

“O objetivo do Censo Agropecuário é informar em números o quadro e a estrutura do sistema produtivo do setor. Lógico que serão mostradas as regiões onde a produção está mais afetada, por exemplo, por fatores climáticos, onde as culturas não estão bem adaptadas. E vai mostrar também regiões onde o quadro é diferente”, diz Arthur Ferreira Filho, responsável pela UE/BA – Unidade Estadual do IBGE na Bahia.