Por que a Embraer estaria interessada em fazer uma parceria com a Boeing?

A Embraer é considerada líder mundial no setor de jatos de pequeno porte. Apesar disso, recentemente venho a público que a empresa vem conversando com a Boeing a respeito de uma possível parceria. Por que ela faria isso? Como uma parceria com outra empresa, na prática uma fusão, poderia ser benéfica para a Embraer?

A resposta para estas questões é simples, relevância. Para a Embraer é interessante fazer uma parceria com a Boeing exatamente para manter sua fatia de marcado, recentemente ameaçada pela fusão da Airbus com a Bombardier, outras gigantes do setor de aviação.

Para a Boeing também é vantajoso se unir a empresa brasileira, para que possa competir em é de igualdade com o “gigante” criado pela união dos concorrentes.

Muito se especula se esta parceria entre Embraer e Boeing representaria o fim da empresa brasileira. Como isso afetaria a vida de seus empregados no Brasil e o seu setor militar, responsável por aviões de combate, como o Super Tucano, e radares avançados.

É importante lembrar que, embora a Embraer seja uma empresa privada, o governo brasileiro possui a chamada “Golden Share”, um tipo de ação que garante a ele o poder de vetar qualquer decisão da companhia. Levando isso em conta, é fácil presumir que, caso o governo do Brasil considere que esta parceria cause qualquer prejuízo a sua economia ou a seu setor militar, ela será, sem sombra de dúvidas, vetada.

Para a Embraer e Boeing, que pretendem se unir para se manterem competitivas, não vale a pena uma queda de braço com o Brasil. Principalmente agora que precisam se concentrar em um concorrente muito mais forte.

Por isso é bem provável que, qualquer proposta de parceria, mantenha as linhas de produção da Embraer no Brasil e garanta que o seu setor militar continue sobre controle brasileiro.