Panorama Energético Mundial 2017 é recebido pelo secretário-executivo do MME

“Temos a possiblidade de aprender com países que já passaram por desafios que ainda estamos enfrentando”, enfatizou Paulo Pedrosa, secretário-executivo do MME – Ministério de Minas e Energia. Paulo expôs sua opinião durante o encontro que lançou o relatório do World Energy Outlook (Panorama Energético Mundial 2017). O secretário-executivo esteve acompanhado de Paul Simons, vice-diretor executivo da AIE – Agência Internacional de Energia.

Segundo o relatório, que é a principal divulgação da AIE, o sistema energético mundial passa por grandes reformas dentro de quatro principais eixos: a questão do Estados Unidos na liderança do petróleo e gás diante do resto do mundo; o desenvolvimento, implantação e o acesso das tecnologias voltadas para energia limpa; economias melhores orientadas que dão mais foco aos serviços junto a ascensão de energia limpa na China; e a predominância da eletrificação em todo o mundo.

No mês de outubro de 2017, o Brasil oficializou à AIE sendo um país não membro. Desta forma, a Agência reconheceu países com potencial relevante dentro do panorama energético mundial e que não fazem parte da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Esses países fazem parte da associação de países não membros, sendo que o Brasil é o sétimo e último a entrar para esse grupo de países não membros, que é composto por: China, Índia, Marrocos, Indonésia, Tailândia e Cingapura, não necessariamente nesta ordem. Em relação aos países que fazem parte da OCDE, atualmente a Agência tem 29 países membros.

Desde 1974, a AIE é um importante e bem conceituado organismo internacional que trata das questões eletroenergética global. É uma importante fonte de conhecimento e consultoria para os países agregados e que buscam emergir nas questões eletroenergéticas. O principal objetivo da associação é garantir o abastecimento energético de forma confiável, com preços dentro da realidade de todos e acessível a todos, e tratar das questões de segurança energética. Também traz como objetivo o desenvolvimento econômico, a conscientização para as questões de sustentabilidade e conseguir que mais países consigam aderir a associação. O World Energy Outlook é o programa mais importante da Agência, e faz referência mundial ao setor energético. O Brasil já foi referência na seção especial que continha 113 páginas na edição realizada em 2013.