Recenseadores são os heróis do Censo Agro 2017, com destaque para o Bahia

O retrato do atual cenário do setor agropecuário no Brasil, foi lançado graças ao desbravamento de recenseadores que finalizaram o Censo Agro 2017. Dentre todas as regiões e localidades levantadas pelo Censo Agro 2017, o estado da Bahia, considerado o maior estado rural do país foi destacado nesta edição.

Esses recenseadores enfrentam muitas barreiras para a realização do censo, que vão desde enfrentar estradas sem condições de seguir em frente, moradores desconfiados, animais selvagens, mau tempo, entre outras dificuldades com a pesquisa. Mas nem só de dificuldades nasce uma pesquisa do censo no Brasil. Nesses dificultosos caminhos onde muitas famílias vivem esquecidas, onde só motocicletas conseguem adentrar, existem muitas histórias de vida no lançamento de cada questionário.

Existem histórias de pessoas que se negam em deixar um sítio mesmo estando em idade avançada e com a saúde fragilizada. Pessoas que viveram o regime militar e são receosos em responder o questionário. Pessoas que são receptivas e não permitem que o recenseador vá embora sem provar um cafezinho.

“Todo mundo é bem receptivo e quer que a gente beba alguma coisa. Eles ficam até chateados se a gente não aceitar, aí faz caldo de cana, suco”, diz Thalita Moreno, recenseadora que atuou no estado.

“A coleta está indo relativamente bem. Ela já foi concluída em quase 2 mil setores e está em andamento atualmente em cerca de 2,3 mil setores. Agora a expectativa é ficar de olho na supervisão, no pagamento, na conclusão dos estabelecimentos e no acompanhamento da qualidade do dado”, explica André Urpia, coordenador Operacional do Censo Agro na Bahia.

O Censo tem como objetivo levantar dados sobre as famílias, o clima, a agropecuária e apontar dados sobre a produção de alimentos nesta região do país.

“O objetivo do Censo Agropecuário é informar em números o quadro e a estrutura do sistema produtivo do setor. Lógico que serão mostradas as regiões onde a produção está mais afetada, por exemplo, por fatores climáticos, onde as culturas não estão bem adaptadas. E vai mostrar também regiões onde o quadro é diferente”, diz Arthur Ferreira Filho, responsável pela UE/BA – Unidade Estadual do IBGE na Bahia.