Inadimplência das micros e pequenas empresas bateu recorde, em agosto deste ano

Mesmo que, segundo alguns, tenham ocorrido melhoras em nossa economia, como a queda da inflação e o recuo dos juros, assim propiciando, obviamente, uma melhora da confiança no mercado em geral, tanto por parte dos empresários quanto por parte dos consumidores, há um porém: mantém-se difícil o quadro para os pequenos empreendedores. É que, segundo um levantamento recentemente divulgado, 4,8 milhões de micros e pequenas empresas estavam inadimplentes, no mês de agosto, em todo o Brasil. E, infelizmente, trata-se de um marco, um recorde de caráter negativo, no caso.

Se considerarmos o espaço de tempo de um ano, constataremos que houve um aumento de 14% no número de companhias desse porte que ficaram sem pagar em dia as suas respectivas dívidas. Tratando de números, encontramos 600 mil inadimplentes, no Brasil inteiro, segundo um estudo da Serasa Experian, que é, para quem não sabe, uma consultoria especializada em informações relacionadas à economia e às finanças.

O referido estudo teve como seu responsável o economista Luiz Rabi, que afirmou serem as micro e pequenas empresas quase que absolutamente o todo das companhias inadimplentes, em agosto deste ano (2017), representando as demais, proporcionalmente, apenas 7% desse total.

E mais dados sobre essa questão, em agosto de 2017, foram apresentados, estando entre eles o total de 5,1 milhões de empresas, sem a distinção de porte, todas presentes na lista de devedores, estando elas, ainda por cima, com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) negativado. Essa “negativação”, vale lembrar, faz com que a empresa, enquanto negativada, permaneça impedida de fazer transações bancárias.

Outra observação crucial sobre esse estudo é o seu entendimento quanto à classificação de porte das empresas, ou seja, o que considera como cabível dentro da categoria de pequena e microempresa. Pois bem, foram definidas assim as companhias que possuíam um faturamento anual de até R$ 4 milhões.

Por fim, falemos um pouco mais da inadimplência e o critério usado quando falamos dela. Na verdade, um critério que varia, a depender daquele que for o parâmetro adotado pelo credor responsável pela negativação, ou seja, aquele que enviou o CNPJ desse empresa para a lista da Serasa. Fora isso, destaquemos que é do tipo “não bancária”, 75% das dívidas em atraso, ou seja, que 3/4 do total são pendências com fornecedores e factorings, aqueles com quem os empresários já têm o costume de descontar as duplicatas.