Indicador de crescimento do PIB tem alta por conta da agropecuária e da construção civil

A situação econômica do nosso país, convenhamos, ainda é de alguma recessão, pois não estamos completamente livres da crise que nos assola já tem alguns anos. Porém, nos últimos meses deste ano, alguns indicadores vêm mostrando um cenário que, aos poucos, vai tornando-se mais e mais positivo, mesmo que não possamos ainda nomeá-lo como “otimista” em definitivo. Ao menos, é essa a impressão que podemos ter após a apuração feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio de seu Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), afinal, foi apontado pelo referido monitor um crescimento econômico de 0,2% durante o mês retrasado deste ano (2017), agosto, quando o mesmo foi comparado com o indicador do mês que lhe foi anterior, ou seja, julho.

A FGV ainda informou, sobre o chamado “trimestre móvel”, considerando-se o seu encerramento no mês de agosto, que houve uma alta nesse indicador de crescimento econômico, que a chegou a 0,6%, quando em comparação com o trimestre que lhe foi anterior, e isso, vale destacar, sempre seguindo a série ajustada sazonalmente.

A apuração citada também ressaltou que, consideradas essas duas comparações aqui tratadas, ambos os resultados podem ser classificados como “positivos”. Assim fazendo-o, pode-se concluir então que representaria a terceira variação positiva do indicador medido pela Fundação. E se quisermos falar em valores reais, considerando todo o acumulado de janeiro deste ano até o mês de agosto, vemos que o PIB chegou à impressionante marca dos R$ 4,368 trilhões.

Para o coordenador do Monitor PIB-FGV, Caludio Considera, a maior responsabilidade por essa alta do indicado durante o período aqui tratado é da agropecuária e da construção civil. Ele ainda afirma que não devemos apenas considerar o bom nível de desempenho que teve a agropecuária, mas também as melhoras que tiveram determinados segmentos, mesmo que estes tenham permanecido em níveis baixíssimos, como, por exemplo, o segmento da construção civil, além do segmento da formação bruta de capital fixo. Para Considera, ambos os segmentos que destacou são fundamentais para a nossa economia possa recuperar-se mais consistentemente, tanto a médio quanto a longo prazo.