O Icec – Índice de Confiança do Empresário do Comércio, informa que a confiança do empresário, mesmo após os saques das contas inativas do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, terem sidos injetados na economia, ainda continua em alta e com ótimas expectativas para os próximos meses. O índice aponta para um crescimento na casa dos 12% em setembro de 2017, e segue comparação com o mesmo período em 2016. Em relação ao mês de agosto de 2017, houve uma pequena redução de 0,3% no que diz respeito a série ajustada sazonalmente. Todos esses dados foram atualizados e divulgados no dia 26 de setembro de 2017 pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Mesmo com essa redução no índice, os pontos no período chegaram a 104,8 pontos. Esse resultado está acima dos 100 pontos neste período, o que demonstra uma onda de otimismo em relação aos empresários. A CNC informa que mesmo os saques das contas inativas do FGTS terem chegado ao fim, o otimismo ainda é percebido no mercado, mas a visão de otimismo dos varejistas sofreu uma queda de 1,5% no período de agosto de 2017. A CNC espera um crescimento de 2,2% em quantidade de volume de vendas negociadas até o final de 2017. O montante injetado na economia aqueceu as condições de compra dos consumidores. Isso favoreceu diversos setores da economia, inclusive o setor de serviços, que teve um retrospecto de crescimento no fechamento do segundo trimestre de 2017. Izis Ferreira, economista especializada da confederação, disse que o motivo para que isso ocorra é que: “Apesar da queda mensal, a melhora gradual no desempenho do comércio vem promovendo o aumento da confiança dos comerciantes ao longo do ano”. O esperado é que as vendas tenham um aumento até o final do ano e acabem de vez com qualquer estigma negativo de redução das expectativas de confiança no comércio. A questão que também implica segundo a CNC, é que a criação de mais postos de trabalho pode afetar de vez o humor da economia do país. Em relação a isso, o final de ano deve trazer melhores perspectivas, sendo que as contratações neste período tendem a aumentar devido a um número maior de vagas de empregos temporários.

 

Responsáveis por avaliar um documento enviado pelo Ministério da Agricultura, documento esse que aponta que o Brasil se enquadra dentro das normas específicas norte-americanas para a exportação de carne in natura, concluiram no dia 25 de setembro de 2017 que o Brasil poderá exportar carne para os Estados Unidos.

O Brasil passa por embargos na venda de carne para os Estados Unidos desde o mês de junho de 2017, após ter ficado provado a falta de segurança sanitária envolvendo os processos brasileiros de armazenamento da carne. Após esse período de embargo, os Estados Unidos deverão voltar a importar carne do Brasil após inspeções feitas por órgãos norte-americanos em vários abatedouros e frigoríficos em todo o país, junto a avaliação do documento do Ministério da Agricultura.

As autoridades norte-americanas que estavam realizando as inspeções em frigoríficos no país, liberou cinco deles para que voltem a exportar para os Estados Unidos já em 2017. As carnes termoprocessadas destes cinco frigoríficos já poderão desde já serem comercializadas com os Estados Unidos, sendo que esses cinco frigoríficos estavam embargados desde junho de 2017.

Segundo dados lançados pelo Ministério da Agricultura, esses produtos termoprocessados respondem pela maior parte das exportações realizadas para os Estados Unidos e elevam o mercado de exportação de carne a um patamar de grande importância para a economia do Brasil.

“Visitaram várias plantas aqui no Brasil e saíram conscientes de que o Brasil tem um bom sistema, que os nossos frigoríficos são bons e que dá para seguir. Recebemos a informação de que a carne processada está liberada. Esperamos que, muito em breve, a gente consiga também liberar a carne in natura”, explica Blairo Maggi, ministro da Agricultura.

O Brasil tem ao todo, 18 frigoríficos espalhados por todo o país que fornecem matéria-prima para a indústria brasileira. São produzidas carnes in natura, termoprocessadas de aves, suínos, bovinos, dentre muitos produtos derivados. O ministro também disse no dia 27 de setembro que o Brasil pretende fechar um vínculo comercial com o Peru, sendo que o Acre, Mato Grosso e Rondônia estão próximos e isso favorece as exportações. Sendo assim, as expectativas para as exportações de carne tanto in natura quanto processadas são boas para o cenário econômico.