Após sanções econômicas a Coreia do Norte conta com marfim e heroína

A Coreia do Norte é um país de regime comunista totalmente fechado para o resto do mundo, mas o país apresenta atividade comercial a todo o vapor.

O polêmico país que tem sua mentalidade voltado para questões bélicas, passa por sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos e pela União Europeia. Seu comércio é muito voltado para a China, que é o maior país do mundo em termos de economia e representa liquidez para se fazer negócio. Devido ao atual momento de rebeldia, todos os países estão proibidos de fazer negócio com a Coreia do Norte.

A China é responsável por 93% de todo o comércio da Coreia do Norte. O país norte-coreano faz negócios até com o Brasil, são muitos os países que participam da fechada economia deste país. O país ganha muito dinheiro nas costas dos trabalhadores que ela exporta para outros países e fica com praticamente todo o salário deles. Também é muito forte em seu contrabando e lá não é visto como contrabando negociar, marfim, drogas sintéticas e armamentos.

Segundo fontes da Organização das Nações Unidas – ONU, junto ao Comtrade, uma subsidiária da ONU que tem a responsabilidade de transmitir informações do que acontece nas alfândegas de todos os países, a Coreia do Norte fez US$ 6,5 bilhões em 2016 com produtos e serviços exportados. Isso representa que o país teve um aumento de 5% em suas exportações ao ser comparado com anos anteriores.

Levando em conta o poder que a China exerce sobre o comércio norte-coreano, podemos afirmar que ela é responsável pelo sustento do país. Ela vem comprando em grande escala da Coreia do Norte, carvão, vários tipos de minerais utilizados na indústria, combustíveis e alimentos. Houve um aumento de 6% no comércio bilateral no ano passado, onde a China passou a consumir mais carvão vindo da Coreia do Norte, um aumento de 12%. Mas devido as sanções que o país passou a enfrentar em 2017, todo esse tráfego de produtos entrando e saindo da Coreia do Norte reduziu a ponto de zerar. É aí que o tráfico passa a ser o carro-chefe da economia norte-coreana.

“Na categoria das consequências negativas não pretendidas, a aplicação das sanções tem levado o regime norte-coreano a encontrar formas melhores e mais inovadoras de fazer negócios”, diz John Park, professor da Harvard Kennedy School.