Produção de petróleo da Opep cresce em julho, contrariando acordo

 

O volume de petróleo extraído pelos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cresceu no mês de julho, até mesmo na Arábia Saudita, que recentemente estava reuniu seus aliados com o objetivo de conter a exportação de petróleo.

A produção dos países que fazem parte da Opep alcançou o volume de quase 33 milhões de barris por dia no mês de julho. No mês anterior, a produção havia tido uma média de 32,69 milhões de barris ao dia. Segundo relatório divulgado pela organização, a produção teve um ligeiro aumento na Arábia Saudita, Líbia e Nigéria.

Nos últimos meses, os países membros da Opep e outros grandes exportadores de petróleo, como a Rússia,  haviam concordado em diminuir o volume da produção diária até o ano de 2018,  com o intuito de diminuir os estoques mundiais mantidos atualmente e assim, melhorar o valor da commodity no mercado internacional.

Porém, como o preço do barril de petróleo tem permanecido abaixo de US$ 50, alguns membros da organização continuam produzindo mais petróleo do que o que havia sido acordado previamente. Por esse motivo, o mercado tem desconfiado da habilidade desses países em manterem o compromisso estabelecido.

A Arábia Saudita, por exemplo, que é a maior produtora da commodity, foi um dos países que encabeçaram o acordo pela redução. Contudo, no mês de julho, o país extraiu 10,067 milhões de barris ao dia, um leve aumento em comparação a junho, ultrapassando o teto do acordo firmado. Esses números foram divulgados por uma pesquisa secundária, tendo em vista que a própria Arábia Saudita não forneceu dados sobre a sua produção mensal a Opep.

No mês de junho, em reunião entre os membros da organização, a Opep já havia indicado que o grau de comprometimento com o acordo poderia melhorar, ressaltando a importância dos países que concordaram com os termos seguirem o que foi combinado.

Recentemente, outro reunião foi organizada em Dubai entre os países que fazem parte da Opep e os seus aliados, incluindo a Rússia, na qual foi reiterado o compromisso em seguir o acordo de redução, e as partes envolvidas determinaram que irão se ajudar mutuamente para que os cortes na produção sejam mantidos.