Bióloga troca aulas por franquia gastronômica e ganha cerca de R$ 1,8 mi por ano

Lucilaine Lima, de 35 anos, que costumava dar aulas de biologia para estudantes de ensino médio, agora da cursos de gastronomia. O instituto denominado Instituto Gourmet, localizado em Serra, no Espírito Santo, lucrou R$ 1,8 milhão no ano que se passou e tem esperança de alcançar R$ 5 milhões neste ano.

A bióloga revela que embora gostasse de lecionar, também gostava de cozinhar e até fazia bolos, salgados e doces sob encomenda em sua própria casa. Com os clientes gostando e pedindo para que ela os ensinasse a fazer igual a ela, sua ideia de abrir um instituto gastronômico tomou forma.

Atualmente, Lucilaine possui três unidades próprias: Em duas cidades do estado do Espírito Santo (Serra e Cariacica) e uma no estado do Rio de Janeiro (Duque de Caxias). Ela afirma que já foram vendidas 7 franquias e a partir de agosto, elas devem começar a funcionar.

O instituto disponibiliza oito cursos diferentes

Os cursos são: doceiro, cozinheiro, confeiteiro, chocolateiro, chef mix, italian chef, cake designer e food trucker profissional. Todos com certificados ao final do curso.

Os mais baratos são os de food trucker profissional e chocolateiro. No primeiro, os alunos aprendem a preparar lanches gourmet, comida americana, peruana, mexicana, italiana e brasileira. O valor é de R$ 1.700, e o curso dura quatro meses.

Já os mais caros são o de cozinheiro profissional, onde os alunos são ensinados toda a cozinha de base para que possam ser ajudantes ou chefs em cruzeiros, e também recebem aulas de culinária internacional, e o de confeiteiro, onde são ensinados a fazer tortas, bolos, etc. A duração de ambos os cursos são de um ano, com custo de R$ 3.500.

Crise e Masterchef fizeram a busca pelos cursos crescerem

Lucilaine afirma que no ano passado, a procura pelos cursos cresceu devido a crisa econômica. Muitas pessoas que perderam o emprego e gostam de cozinhar, procuram aulas para investir na área da gastronomia em busca de outra fonte de renda.

Ela também notou que o programa Masterchef impulsionou o público masculino a fazer cursos, com um aumento de 20% dos alunos homens. Porém, não foi somente os homens que foram influenciados pelo programa. Confira aqui a repercussão do reality.

Juliana de Magalhães, consultora do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), confirma que o desemprego gerou uma busca maior por cursos culinários, tão bem como o programa Masterchef. A especialista afirma que o negócio de Lucilaine pode ajudar a suprir necessidades de serviço em capitais que não São Paulo, e cidades pequenas. É comum que pessoas que moram em outro estado, se mude para São Paulo a fim de realizar um curso culinário pois o mesmo não existe em sua cidade.