Pesquisa revela queda nas vendas de carros novos em julho em comparação a junho

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Os resultados das vendas de veículos novos vem oscilando, sendo refletido nos gráficos que demonstram as vendas desse setor. As pesquisas que são feitas permitem uma comparação das vendas dos meses anteriores, e também sobre as vendas da mesma época do ano passado. Isso mostra a atenção desse segmento, em ver o cenário em geral e a situação atual deste setor no mercado. Os dados recentes mostraram um aumento das vendas, mas em relação aos meses de maio e junho desse ano, os números nas vendas apresentaram uma queda em julho em comparação ao mês de junho.

Na pesquisa feita pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e divulgada no início de agosto, os números mostraram uma queda de mais de 5% nas vendas em julho, com a venda de automóveis zero quilômetro chegando à quase 179 mil, quando no mês de junho foram quase 189 mil veículos vendidos.

Segundo ainda a Fenabrave, em julho do ano passado, foram comercializados em torno de 175 mil veículos novos, enquanto que esse ano foram 179 mil, mostrando um aumento de mais de 2% nas vendas. Em um panorama geral, esse ano os números estão melhores do que em relação às vendas de 2016, se compararmos os mesmos períodos. O crescimento mesmo que lento, está mostrando que o mercado está reagindo, e que a melhora da economia, está fazendo com que o número de desempregados se mantenha estável, e que algumas vagas desse setor já estão sendo preenchidas, e que os clientes, estão aproveitando as promoções desse setor.

As pesquisas também mostraram, que as vendas de  veículos seminovos  tiveram um crescimento, chegando nos primeiros quatro meses de 2017, com um aumento de 6%, e o crescimento no mês de junho, chegou à quase 10%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Este setor está com expectativas de que o mês de agosto, feche com números positivos devido à redução da taxa de juros da Selic, fazendo com que o número de financiamentos aumentem, já que os bancos têm sido mais exigentes ao conceder esses tipos de créditos, devido ao crescente números de inadimplentes causados pela crise financeira, que o país vem atravessando nos últimos anos. Mas lentamente se observa que essa instabilidade está melhorando, e que a confiança está crescendo nesse setor.

 

Produção de petróleo da Opep cresce em julho, contrariando acordo

 

O volume de petróleo extraído pelos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cresceu no mês de julho, até mesmo na Arábia Saudita, que recentemente estava reuniu seus aliados com o objetivo de conter a exportação de petróleo.

A produção dos países que fazem parte da Opep alcançou o volume de quase 33 milhões de barris por dia no mês de julho. No mês anterior, a produção havia tido uma média de 32,69 milhões de barris ao dia. Segundo relatório divulgado pela organização, a produção teve um ligeiro aumento na Arábia Saudita, Líbia e Nigéria.

Nos últimos meses, os países membros da Opep e outros grandes exportadores de petróleo, como a Rússia,  haviam concordado em diminuir o volume da produção diária até o ano de 2018,  com o intuito de diminuir os estoques mundiais mantidos atualmente e assim, melhorar o valor da commodity no mercado internacional.

Porém, como o preço do barril de petróleo tem permanecido abaixo de US$ 50, alguns membros da organização continuam produzindo mais petróleo do que o que havia sido acordado previamente. Por esse motivo, o mercado tem desconfiado da habilidade desses países em manterem o compromisso estabelecido.

A Arábia Saudita, por exemplo, que é a maior produtora da commodity, foi um dos países que encabeçaram o acordo pela redução. Contudo, no mês de julho, o país extraiu 10,067 milhões de barris ao dia, um leve aumento em comparação a junho, ultrapassando o teto do acordo firmado. Esses números foram divulgados por uma pesquisa secundária, tendo em vista que a própria Arábia Saudita não forneceu dados sobre a sua produção mensal a Opep.

No mês de junho, em reunião entre os membros da organização, a Opep já havia indicado que o grau de comprometimento com o acordo poderia melhorar, ressaltando a importância dos países que concordaram com os termos seguirem o que foi combinado.

Recentemente, outro reunião foi organizada em Dubai entre os países que fazem parte da Opep e os seus aliados, incluindo a Rússia, na qual foi reiterado o compromisso em seguir o acordo de redução, e as partes envolvidas determinaram que irão se ajudar mutuamente para que os cortes na produção sejam mantidos.

Agência de Alexandre Gama anuncia novo trabalho em parceria com a Renault do Brasil

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A agência Neogama, do publicitário Alexandre Gama, assumiu a produção do comercial do Renault Kwid, o novo veículo da marca francesa. A campanha publicitária ocorreu em parceria com a Marvel e é a primeira dessa natureza a ser realizada na América Latina. O personagem Hulk foi escolhido para ilustrar as cenas veiculadas pelos profissionais de criação atuantes na divulgação do automóvel.

Espera-se que o novo carro seja lançado ainda no mês de agosto de 2017 e promete chegar com um comercial onde o personagem Hulk, conhecido por ser bastante forte e verde, irá transitar por diversas partes consideradas famosas dentro da cidade de São Paulo a fim de evitar que uma suposta catástrofe ocorra na terra da garoa. O gigante esverdeado, que é estreante no meio publicitário em terras latinas, é a principal aposta da Renault e da agência do empresário Alexandre Gama para apresentar o chamado “SUV dos compactos”.

Durante quatro meses as equipes da Renault e da Marvel discutiram com os profissionais de criação da Neogama sobre quais seriam as melhores estratégias publicitárias a serem empregadas no novo trabalho. Sob um clima de ação, o personagem percorre locais como a Avenida Paulista e o Minhocão, que culmina em um momento onde ocorre a escalada de um prédio. Nas cenas anunciadas, o Kwid é apresentado sob a ótica de suas características mais relevantes, como por exemplo no que se refere ao seu aspecto robusto e alto. O design diferenciado também foi valorizado no comercial da agência liderada por Alexandre Gama.

A empresa responsável pela filmagem do trabalho foi a PBA Cinema. Já o processo de pós-produção ficou por conta da Framestore, uma companhia britânica, que tratou as imagens de modo a conferir-lhes características em terceira dimensão. Dessa forma, as imagens dão a impressão de que Hulk está de fato transitando pelas ruas de São Paulo. Tamanho realismo deve-se, dentre outras coisas, pelo fato da organização incumbida pelo tratamento em 3D ter larga experiência na realização de outros trabalhos de sucesso, como o Avatar e Vingadores, onde os efeitos especiais chamam bastante atenção do público.

Para o gerente da área de Marketing da Renault do Brasil, Cláudio Rawicz, o novo trabalho publicitário em conjunto com a empresa cuja gestão é de Alexandre Gama, consegue atrelar o Kwid a um dos mais conhecidos personagens da gigante Marvel, de forma a impactar o telespectador enquanto este é informado das principais características do veículo que são responsáveis por classificá-lo como o principal SUV da categoria dos automóveis compactos da atualidade.

Para Alexandre Gama, a parceria com a Renault tem rendido bons frutos. Segundo ele, as duas empresas foram capazes de elaborar uma espécie de linguagem referente ao meio automobilístico que permite uma preponderância sobre os concorrentes. O gestor da Neogama aproveitou a ocasião para destacar que o material elaborado é pertinente e ousado. A veiculação da campanha publicitária do Kwid, contudo, será feita por meio de diversas vertentes de comunicação, tais como nos canais de televisão pagos e abertos, no cinema, na internet e em materiais impressos.

 

Turistas chineses são os que mais gastam em viagens ao exterior

 

Os turistas vindos da China  retomaram a liderança do ranking sobre os viajantes que gastam mais dinheiro em viagens ao exterior,  sendo seguidos pelos turistas americanos, alemães e britânicos, de acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial do Turismo (OMT) recentemente.

Segundo os dados da Organização Mundial do Turismo, os turistas chineses gastaram cerca de US$ 261 bilhões no exterior durante o ano de 2016, o que representa um significativo aumento de 12% em relação ao ano anterior, informou o jornal chinês “South China Morning Post”.

O número de turistas chineses que viajaram ao exterior também aumentou 6% em 2016, chegando ao patamar de 135 milhões. De acordo com o levantamento, essa expansão foi benéfica especialmente para os países da Ásia Pacífica, como a Coreia do Sul, Japão e Tailândia, que recebem um grande fluxo de turistas da China.

Ainda segundo a Organização Mundial do Turismo, os turistas chineses lideram o ranking de despesas em viagens ao exterior desde o ano de 2012, enquanto o volume de turistas da China a viajarem anualmente segue uma tendência de crescimento impressionante desde o ano de 2004.

Os turistas dos Estados Unidos, em segundo lugar da lista, também apresentam dados que impressionam, com um gasto de aproximadamente US$ 122 bilhões, uma expansão de cerca de 8% em comparação com 2015. Os turistas vindos da Alemanha, por sua vez, a terceira colocada do ranking, gastaram US$ 81 bilhões, enquanto os turistas do Reino Unido e da França, tiveram um respectivo gasto de US$ 64 bilhões e US$ 41 bilhões.

Esse levantamento retrata de forma bastante consistente a situação econômica desses países, tendo em vista que China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França estão entre as maiores economias globais atualmente.

Portanto, é possível afirmar que quanto maior é o poder econômico de um país, maiores são as chances que a população local tenha meios de viajar e ter uma despesa elevada durante a sua estadia no exterior. Para os próximos anos, a expectativa é de que, seguindo o exemplo chinês, outros países em desenvolvimento ganhem posições nesse ranking, como o Brasil, India, Rússia e África do Sul.

Agricultura biológica Europeia tem uma explosão na produção

Segundo o escritório europeu de estatísticas, Eurostar, o aumento de cultivos biológicos na UE teve aumento de 21% com 11 milhões de hectares em 2015 contra 9 milhões em 2010.

Em busca de alimentos cada vez mais saudáveis os produtos biológicos vão de vento em poupa na Europa. Entre os países do Norte e Sul, ante a pressão de distribuição grandiosa, a agricultura ecológica na Europa vem buscando seu lugar no sistema agroalimentar no mundo com desafios de prover alimentos de 9 bilhões de pessoas em 2050.

As estatísticas europeias feitas em 2015 mostrou que o consumo de produtos biológico foi de 28 bilhões de euros no ano e 70% deste gasto vinha de países que eram a França, Reino Unido e Itália. Os dinamarqueses foram os que mais compraram esses produtos chegando a 8,4%, a Austrália 8% e a Suécia 7,7% no mesmo ano.

O primeiro mercado biológico da Europa é a Alemanha, que conta com um gasto quatro vezes maior nos últimos 15 anos chegando a 8 bilhões de euros de volume de negócios em 2015. Isso equivale a 5% do consumo da alimentação no país.

A grande maioria de produtos ecológicos são vendidos em comércios com grande distribuição na Alemanha, e o consumo de bio vem se desenvolvendo cada vez mais rápido. Os tomates orgânicos têm 80% de procedência na Espanha e Itália e os pimentões orgânicos 90%.

A suécia é o mercado bio mais dinâmico da Europa e teve 38% de progresso em 2014 e em 2015 com 39%, equivalentes a 2 bilhões de euros.

Estudos foram realizados pelo Instituto Sueco de Pesquisa Ambiental de diferentes formas o que ajudou no entusiasmo em questão de saúde após os escândalos alimentares dos últimos anos, onde um deles apontou a diminuição de pesticidas na urina de uma família inteira devido a alimentação bio dos últimos anos.

O cultivo biológico na UE teve aumento de 21% em 5 anos com até 11 milhões de hectares em 2015 e 2010. Com exceção do Reino Unido e Holanda todos os países avançaram na produção bio.

A Alemanha, Itália e Espanha aumentaram suas superfícies de produção de cerais em aproximadamente 200 mil hectares cada uma e as leguminosas estão e 68 hectares na França, 39 mil hectares na Espanha e 37 mil hectares na Itália.

As hortaliças na Polônia possuem cerca de 41 mil hectares sendo o primeiro país no ranking de produção, e além de ser o maior produtor de morangos bio com quase 3 mil hectares em 2015 na Europa. Os cítricos, azeitonas e vinhos não ficam atrás nessa produção bio e também tiveram um grande aumento de produção, o que mostra que os Europeus estão cada dia mais preocupados com a saúde de suas famílias.

Crise econômica do Rio de Janeiro fecha 69 lojas por dia

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O comércio no estado do Rio de Janeiro, registra recorde em crise financeira. Ao todo, são 69 lojas fechando as portas todos os dias, segundo o sindicato dos lojistas do Rio. Esse período de crise vivido pelo estado do Rio de Janeiro, marca a história como um dos momentos de maior crise para o comércio.

Mas não são só os varejistas que estão passando por esse momento ruim. A crise também pegou em cheio os funcionários públicos do Rio de Janeiro, que estão passando necessidades em casa por causa do atraso nos salários. Milhares de funcionários do Estado do Rio de Janeiro, se queixam de não terem nem comida em casa.

Uma fila de arrecadação de cesta básica revelou o tamanho da crise enfrentada pelos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro. Sem comida na mesa, os servidores públicos chegam às 5 horas, bem de manhã, para poderem garantir o sustento da casa. Em postos de doações no Rio de Janeiro, vários servidores públicos foram flagrados retirando doações. São servidores públicos que estão em busca de alimentos básicos, como arroz e feijão.

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais do Rio de Janeiro – MUSPE, responsável pela arrecadação de alimentos, conseguiu arrecadar 500 cestas básicas, mas que não foram o suficiente para ajudar tanta gente.

Aos 79 anos, a professora aposentada Mariuza Conceição ficou onze horas aguardando na fila e não conseguiu receber uma cesta básica. Mas ela sensibilizou quem estava por perto com a forma que escolheu para protestar. “Eu pensei: não recebi a cesta, vou fazer o que? Então se eu estou triste eu vou cantar. Depois que eu comecei a cantar começou aglomerar pessoas a minha volta e eu acabei virando atração, por incrível que pareça”, disse Mariuza.

A voz de Mariuza provocou uma onda de solidariedade com doações de alimentos. A cozinha dela ficou cheia de comida graças as doações que tem recebido de pessoas que se comoveram com o problema dos servidores públicos do Rio de Janeiro. Mariuza faz parte dos mais de 200 mil servidores estaduais que estão com os salários atrasados há mais de 2 meses, sendo uma das maiores crises financeiras já vividas pelo estado.

O professor economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mauro Osório, explica porque o Rio de Janeiro está enfrentando essa crise. “Só esse ano o ‘buraco’ do estado do Rio de Janeiro é um ‘buraco’ de 20 bilhões de reais. Então o problema do Rio de Janeiro é falta de receita”, disse o economista, Mauro Osório.

A crise afetou em cheio também o setor privado. Nos últimos sete meses cerca de 500 mil pessoas perderam empregos com carteira assinada. Dor de cabeça também para os lojistas, a rua da Carioca, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro, se tornou hoje uma rua fantasma com as lojas todas fechadas.

 

Lucro líquido da Embraer atribuído a acionistas chega a R$192,7 milhões

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) terminou o 2º trimestre de 2017 contabilizando um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 192,7 milhões, conseguindo com isto, a reversão de um prejuízo de R$337,3 milhões líquidos, no ano anterior, levando em conta o mesmo período. Com isso a Embraer está somando um lucro líquido atribuído aos acionistas no valor de R$327,6 milhões considerando o semestre, bem maior do que os R$48,5 milhões do primeiro semestre no ano interior.

No critério de ajuste, excluindo-se o IR e a contribuição social diferidos no período, a empresa obteve lucro líquido de R$ 398 milhões entre os meses de abril e junho, o que conota um aumento de 156,7% em relação aos R$155,5 milhões apontados no mesmo período de 2016.

O Ebtida (lucro antes do lançamento de impostos, juros, amortizações e depreciações) contabilizou um total de R$ 822,9 milhões, considerando o 2º trimestre de 2017, o que reverteu o número negativo neste indicador, de R$182,7 milhões, também com apontamento no mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, o Ebtida ajustado chegou a R$792 milhões, mais de 57% acima dos R$502,2 milhões constatados entre os meses de abril e junho do ano passado. Tal margem ajustada bateu 13,9%, maior do que a anterior de 10,5%, considerando-se a mesma comparação obtida.

Resultado operacional Ebit da Embraer

O Ebit também correspondeu à reversão de um número negativo apontado no 2º trimestre de 2016, superando R$ 432 milhões negativos para R$562,4 milhões. A margem do Ebit subiu dos -9,1% para +9,9%.

O resultado operacional superou o dobro e chegou a R$ 531,5 milhões, considerando o intervalo entre os meses de abril e junho de 2017, contra os R$ 252,8 milhões indicados um ano antes. A margem Ebit no trimestre ficou em 9,3%, sendo então, uma alta proporcional de 4 pontos percentuais.

Liquidações de inverno foram antecipadas para superar o déficit do comércio

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Mesmo com o inverno a todo vapor, o comércio já iniciou as chamadas “queima de estoque” das roupas de frio. Segundo os comerciantes, esta é uma estratégia para chamar os consumidores para as lojas. Com os estoques lotados, a maioria dos empresários buscam alternativas para vender as roupas de frio antes que o inverno termine.

O frio de verdade, só chegou agora com o passar do mês de julho. Mas ainda serão dois meses de muito frio. A grande novidade são as liquidações de inverno antes mesmo da estação terminar. Alguns consumidores ficaram felizes com a nova notícia, que em partes pode significar uma economia na hora de comprar. No entanto, há consumidores que nem mesmo com as ofertas se animam para as compras, isso porque o preço das roupas em liquidação continuam caras.

De um modo geral, o consumidor já sabe: depois das datas comemorativas como o dia das mães, dia dos namorados ou natal, o comércio baixa os preços para vender toda a mercadoria que ficou encalhada no estoque. Esse ano a ordem foi invertida, as liquidações chegaram antes dessas datas importantes, com o intuito de animar o cliente a comprar.

Para compensar a queda de 7% nas vendas desse ano, as lojas começaram as ofertas um mês antes do esperado. “Esse ano estamos mais agressivos, com 50%, 60%, e até 70% de desconto”, disse o gerente de uma loja em São Paulo, Rodrigo Amâncio.

Fora dos shoppings, a tendência é a mesma. Uma loja de sapatos em São Paulo, costuma fazer uma grande liquidação todos os anos. Mas agora, serão duas por ano, e mais promoções a cada data comemorativa. A promoção de inverno começou no início da estação e vai até o mês de setembro. Tudo isso para superar o déficit que o setor tem arrecadado nos últimos meses.

“A nossa liquidação não é para queimar estoque, é realmente para trazer o cliente para uma novidade. Nós queremos o cliente feliz ao visitar a nossa loja”, disse a administradora, Marcia Giandalia. A administradora avalia que o sentimento do consumidor quando vê uma liquidação é instantaneamente de felicidade.

Veja também: Comércio registra queda nas vendas

 

Bióloga troca aulas por franquia gastronômica e ganha cerca de R$ 1,8 mi por ano

Lucilaine Lima, de 35 anos, que costumava dar aulas de biologia para estudantes de ensino médio, agora da cursos de gastronomia. O instituto denominado Instituto Gourmet, localizado em Serra, no Espírito Santo, lucrou R$ 1,8 milhão no ano que se passou e tem esperança de alcançar R$ 5 milhões neste ano.

A bióloga revela que embora gostasse de lecionar, também gostava de cozinhar e até fazia bolos, salgados e doces sob encomenda em sua própria casa. Com os clientes gostando e pedindo para que ela os ensinasse a fazer igual a ela, sua ideia de abrir um instituto gastronômico tomou forma.

Atualmente, Lucilaine possui três unidades próprias: Em duas cidades do estado do Espírito Santo (Serra e Cariacica) e uma no estado do Rio de Janeiro (Duque de Caxias). Ela afirma que já foram vendidas 7 franquias e a partir de agosto, elas devem começar a funcionar.

O instituto disponibiliza oito cursos diferentes

Os cursos são: doceiro, cozinheiro, confeiteiro, chocolateiro, chef mix, italian chef, cake designer e food trucker profissional. Todos com certificados ao final do curso.

Os mais baratos são os de food trucker profissional e chocolateiro. No primeiro, os alunos aprendem a preparar lanches gourmet, comida americana, peruana, mexicana, italiana e brasileira. O valor é de R$ 1.700, e o curso dura quatro meses.

Já os mais caros são o de cozinheiro profissional, onde os alunos são ensinados toda a cozinha de base para que possam ser ajudantes ou chefs em cruzeiros, e também recebem aulas de culinária internacional, e o de confeiteiro, onde são ensinados a fazer tortas, bolos, etc. A duração de ambos os cursos são de um ano, com custo de R$ 3.500.

Crise e Masterchef fizeram a busca pelos cursos crescerem

Lucilaine afirma que no ano passado, a procura pelos cursos cresceu devido a crisa econômica. Muitas pessoas que perderam o emprego e gostam de cozinhar, procuram aulas para investir na área da gastronomia em busca de outra fonte de renda.

Ela também notou que o programa Masterchef impulsionou o público masculino a fazer cursos, com um aumento de 20% dos alunos homens. Porém, não foi somente os homens que foram influenciados pelo programa. Confira aqui a repercussão do reality.

Juliana de Magalhães, consultora do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), confirma que o desemprego gerou uma busca maior por cursos culinários, tão bem como o programa Masterchef. A especialista afirma que o negócio de Lucilaine pode ajudar a suprir necessidades de serviço em capitais que não São Paulo, e cidades pequenas. É comum que pessoas que moram em outro estado, se mude para São Paulo a fim de realizar um curso culinário pois o mesmo não existe em sua cidade.

 

Luiz Carlos Trabuco Cappi e a concorrência pela presidência do Banco Bradesco

Sabe aquela história de que o jogo não está ganho até que se escute o apito final? Era mais ou menos por aí que andava o processo de escolha do presidente do Bradesco – os nomeados para ocupar o cargo, antes de Luiz Carlos Trabuco Cappi, nunca foram os nomes que saíram na frente na disputa.

Foi o que aconteceu com Márcio Cypriano, por exemplo, antecessor de Trabuco Cappi – pouco se falava dele quando se discutia a respeito da sucessão de Lázaro Brandão, que precisaria ser feita em 1999. O mesmo ocorreu com o próprio Brandão que, em 1981, quando concorreu para suceder o fundador do banco, Amador Aguiar. Brandão era considerado um “azarão”.

No entanto, com Luiz Carlos Trabuco Cappi quebrou-se a “tradição”. Ele era mesmo o nome mais cotado para assumir o cargo – o vice-presidente-executivo, na época com 57 anos de idade, foi indicado pelo conselho de administração para liderar o Bradesco a partir de março de 2009. Desde 2003, ele já ocupava a presidência da seguradora do grupo. Em todas as conversas com executivos do mercado financeiro sobre a sucessão de Márcio Cypriano, era o nome dele, que já estava há 40 anos na casa, um dos mais citados.

Bem, Luiz Carlos Trabuco Cappi no comando parecia mesmo uma boa ideia, afinal, ele conhecia o banco como poucos – começou na instituição como escriturário e cabia bem no conceito de um perfil de “continuidade e renovação” valorizado pelo Bradesco. Tanto que já havia sido cotado para o cargo de presidência na ocasião em que Cypriano assumiu, mas, por ter, na época, apenas 47 anos e ser considerado muito novo para a missão de comandar o banco, acabou caindo fora da disputa.

Dessa vez, contudo, Luiz Carlos Trabuco Cappi mantinha-se forte, mas, obviamente, haviam bons concorrentes.  Um deles era José Luiz Acar Pedro que chegou ao grupo depois da compra do Banco de Crédito Nacional (BCN), em 1997. Outro nome bastante cotado pelos analistas era o de Roger Agnelli (3 de maio de 1959 – 19 de março de 2016), na época, presidente da Vale –contudo, da mesma forma que aconteceu com Trabuco Cappi na sucessão de Brandão, é possível que Agnelli tenha sido considerado muito jovem para os padrões da instituição, pois tinha apenas 49 anos de idade.

No fim das contas, o eleito foi mesmo o nome mais falado. Luiz Carlos Trabuco Cappi é apenas o quarto presidente a liderar o banco. Ainda, ele assumiu o cargo quando o Bradesco havia acabado de perder a liderança no mercado. Entretanto, segundo declarações do executivo na época, a liderança em si não era um objetivo, mas sim fazer o melhor trabalho nos municípios atendidos pela instituição. Em 2015, porém, Cappi fez um dos lances mais ousados à frente da instituição bancária – comprou a filial brasileira do HSBC por US$ 5,2 bilhões e manteve o grupo nas primeiras colocações no ranking de ativos.