Preço da gasolina já caía há 6 semanas, no período do São João

Ainda que estejamos vivenciando uma situação de crise econômica, alguns índices têm trazido otimismo as brasileiros, a exemplo do preço da gasolina, considerando-se uma média nacional. Pois, para se ter uma ideia, no dia 23 de junho deste ano, estava prestes a fechar-se a sexta semana de queda consecutiva desse referido preço médio. Ao menos, era o que indicava a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Nessa já citada sexta-feira 23, o preço médio da gasolina encontrava-se em exatos R$ 3,542, quando, no fechamento da semana anterior, dia 17 de junho, estava mais alto, em R$ 3,561. Essa queda, apesar de parecer ínfima, é percentualmente relevante, por tratar-se do menor valor desde o mês de novembro do ano retrasado, 2015. E, é claro, trata-se ainda de um recuo de 0,53%, de qualquer forma.

Outro preço médio por litro que também teve queda naquela mesma semana foi o do diesel, que passou para exatos R$ 2,981, quando, na semana anterior, estava em R$ 2,997. Houve também mais uma queda do mesmo tipo, no caso a do litro do etanol, que, de R$ 2,494, passou para o valor de R$ 2,472. Vale lembrar ainda que todos os dados foram divulgados pela ANP.

Aprofundando-se mais no contexto que envolvia essas quedas nos preços médios

Acontece que, um pouco antes dessa divulgação da ANP sobre a nova queda nos preços médios de vários combustíveis aqui tratada, houve um acontecimento que pode tê-la influenciado. É que a Petrobras havia então anunciado, na semana anterior à tratada, uma redução do preço, seja da gasolina, seja do diesel, nas refinarias. Assim, percentualmente, tínhamos o primeiro com queda de 2,3%, enquanto que o segundo com uma maior, de 5,8%.

Detalhando melhor, a questão é que a Petrobras vinha praticando, desde outubro do ano passado, essa nova política quanto à definição de preços dos combustíveis. Nesse novo modelo, periodicamente realizariam reuniões com o fim de definirem os valores tanto do diesel quanto da gasolina, nas refinarias. Sendo que, antigamente, as reuniões ocorriam apenas mensalmente. Até que então a Petrobras resolveu que deveria rever os preços de combustíveis de forma mais frequente.

Não dependia apenas da Petrobras, mas também dos postos de gasolina

No entanto, é válido ressaltar que tanto poderia ser feito o repasse da redução do preço aos consumidores, quanto poderia não ser feito, pois essa questão ficava à mercê dos próprios postos de gasolina.

Por isso, tratava a Petrobras como “estimativa”, e não como uma certeza, que o diesel poderia ainda cair 3,5%. Essa queda, sendo mais preciso, representaria, à época, R$ 0,11 por litro. Portanto, realmente dependeria de ser essa queda anunciada repassada de forma integral, além de que também não poderia, quanto às demais parcelas que compunham o preço ao consumidor final, haver alterações significativas.

Desse modo, não apenas o preço médio do diesel cairia, como também o da gasolina, sendo essa porcentagem estimada, em média, de 0,9%. Isso, para ilustrar melhor, seria, nesse mesma época, cerca de R$ 0,03 por litro.