Inadimplência atinge milhões de brasileiros. Como sair dessa situação?

Com o país enfrentando problemas, o desemprego e a recessão econômica contribuem para a geração de dívidas, que se não forem pagas na data do seu vencimento colocam o devedor na posição de inadimplente. Mas, o que isso significa na prática?

A inadimplência do consumidor, que já tinha sido alta no ano de 2016, cresceu ainda mais em 2017, tendo superado os valores do ano anterior, antes mesmo de atingir o meio do ano. Esse problema traz grandes transtornos para os devedores, que precisam enfrentar uma série de consequências, como a restrição ao crédito, por exemplo.

Consequências de estar inadimplente

O consumidor que deixa de pagar as contas em dia, além de estar com a vida desorganizada, também pode ter seu nome negativado, sendo incluído no cadastro de maus pagadores do Serasa.

Mesmo que não tenha o seu nome negativado, o consumidor que não paga as suas dívidas em dia é obrigado a pagar multas e juros, que vão se acumulando até que a situação fique cada vez mais difícil.

Quando o problema se agrava, além de ter o nome sujo, o mau pagador também pode enfrentar uma série de transtornos, enfrentando a possibilidade de ter seus bens, como imóveis e carros, penhorados.

 Dicas para se livrar da inadimplência

  • 1. Consulte o site do Serasa Consumidor para verificar se o seu nome está negativado. Se estiver, consulte as dívidas cadastradas e procure liquidar esses pagamentos primeiro, pois, com o nome negativado fica muito mais difícil conseguir obter crédito no mercado.
  • 2. Mesmo se não estiver negativado, verifique a sua pontuação no Serasa Score para saber quais são as suas chances de conseguir crédito ou financiamento para quitar as dívidas.
  • 3. Se estiver com o nome sujo, procure o Limpa Nome Online, e verifique qual a proposta do credor para a renegociação das suas dívidas em atraso.
  • 4. Antes de fazer a renegociação de suas dívidas, ou de solicitar um novo financiamento, faça os cálculos de quanto você terá disponível por mês para pagar as prestações. Não adianta nada trocar a dívida, se você não tiver condições de pagar em dia o novo parcelamento.
  • 5. Se tiver algum dinheiro para receber, como Fundo de Garantia ou Férias, procure usar o valor para quitar ou amortizar as dívidas. Desta forma, você reduz a dívida e ainda deixa de pagar grandes somas com os valores dos juros.
  • 6. No site do Serasa Consumidor você tem acesso a um e-book gratuito sobre “Como se preparar para a renegociação de dívidas”. Nele há diversas dicas para quem deseja fazer uma boa renegociação, para sair logo da inadimplência.

 

 

Terceirização e a economia brasileira, o que muda?

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Foi amplamente noticiado nos meios de comunicação que a Câmara dos Deputados aprovou na quarta feira (23/03/2017) um projeto de lei relativo a terceirização da mão de obra no país. Mais do que discutir a respeito de posições políticas individuais que circundam o tema é necessário ter conhecimento sobre do que se trata a mudança e, principalmente, saber seu impacto na economia brasileira. Tanto para empregadores quanto para contratados, essas são informações vitais para quem encontra-se no mercado de trabalho.

Inicialmente, é vital ter a clareza sobre o que se trata a tão polêmica terceirização. Longe de ser um rebuscado conceito de economia, a palavra refere-se à ação de uma empresa fazer a contratação de outra empresa para que essa realize algum serviço. Embora pareça confusa se exposta dessa forma, para o entendimento dessa relação basta pensar que, nessa situação, a empresa não contrata um funcionário para si, mas sim o serviço de algum “terceiro”, que por sua vez será responsável por ter mão de obra para desenvolver o serviço a que se propôs.

Caso ainda soe incomum esse fenômeno, a observação dessa prática em alguns exemplos cotidianos pode fornecer esclarecimentos. O exemplo mais comum é a contratação por um condomínio (de casas ou apartamentos) de uma empresa de limpeza ou de segurança, que por sua vez designa uma faxineira ou um porteiro/vigia para o trabalho. Nesse caso o indivíduo não trabalha para o condomínio, mas sim presta serviços a esse. Observa-se relação semelhante em empresas de segurança e estabelecimentos comerciais, empresas e seus refeitórios, entre outros.

Contudo, se já era praticada a terceirização, o que o projeto aprovado pela Câmara propõe? O documento aprovado recentemente preenche uma lacuna que existia nas relações trabalhistas no Brasil até então, pois não havia legislação que dispusesse a respeito da terceirização. Quaisquer decisões sobre a questão deveriam passar pelo entendimento da justiça, sendo um posicionamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), emitido em 2011, o balizador de muitas discussões sobre a questão.

A decisão da Câmara foi a aprovação de um projeto que permita a terceirização de quaisquer atividades empresariais. Nos exemplos citados até então as empresas contratadas desempenhavam serviços secundários aos executados por quem as contratava, isto é, uma fábrica, que tem por finalidade produzir produtos (atividade fim), destinava a alimentação de seus funcionários (atividade meio) à terceirização. Com a nova lei, nesse exemplo, os proprietários da fábrica podem contratar uma empresa que fornecerá também os funcionários.

Outras duas repercussões do texto aprovado na Câmara envolvem a responsabilidade sobre os direitos trabalhistas dos funcionários terceirizados e a contratação de trabalhadores temporários. Uma explicação mais detalhada das outras duas alterações pode ser encontrada na matéria do Nexo Jornal.

As movimentações políticas em torno da questão são diversas e não fazem parte da intenção desse texto. Aos patrões e trabalhadores, é necessário que dispendam bastante atenção no acompanhamento quanto modificações nas suas obrigações e direitos trabalhistas, respectivamente. Mais do que digladiar sobre a questão. resta apenas observar o cenário econômico brasileiro e perceber as repercussões da decisão no que tange o fomento à economia.

Índice de Confiança do Empresário Industrial, caiu no mês de junho de 2017

Segundo uma nova pesquisa divulgada em de junho de 2017, a confiança do empresário que atua no ramo industrial caiu no mesmo mês. Os dados foram coletados e divulgados pela CNI – Confederação Nacional da Indústria.

A confiança do empresário industrial, é medido através do ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial. O mês de junho registou um número de 51,9 pontos percentuais, um indício de um declínio de 1,8 ponto comparado ao mês de maio de 2017. Os dados revelam uma primeira queda após quatro meses consecutivos de estabilidade no índice.

A entidade avaliou a queda como uma dificuldade do país em superar a atual crise. Por parte dos empresários do ramo industrial, a crise é um grande problema que ainda afeta o segmento, fazendo com que eles se sintam menos confiante na economia brasileira.

No entanto, a CNI afirma que a linha dos 50 pontos ainda é uma área de confiança. Como o índice permanece dentro dos 50 pontos, o ICEI aponta que os empresários estão confiantes, embora o número tenha caído entre os meses de maio e junho. A entidade destaca que abaixo da linha de 50, o ICEI se torna um dado preocupante, caracterizando uma falta de confiança no mercado brasileiro.

Já em comparação com o mesmo período no ano passado, o ICEI mostra um crescimento de 6,2 pontos. No entanto, o índice ainda está abaixo dos 54 pontos que fizeram história e entraram “em nível aquém do necessário para estimular o investimento industrial”, segundo o pronunciamento da CNI. “Com a queda de junho, a confiança fica ainda mais distante do nível necessário para a recuperação da economia”, revelou Marcelo Azevedo, economista da CNI.

A pesquisa ainda revelou que o motivo pelo qual os empresários industriais estão menos confiante, é porque as expectativas para os próximos seis meses por parte dos empresários teve uma relativa mudança. A expectativa do empresário, que é medida por um indicador, caiu de 57,4 pontos no mês maio para 54,9 pontos no início mês de junho, gerando um sinal de alerta entre os empresários.

Além disso, o indicador da percepção industrial, que revela a situação atual do ramo industrial referente a economia do país, apontou que permaneceu estável. Esse indicador ficou nos 46 pontos no mesmo mês.

Já no índice por segmento, a pesquisa revelou após uma análise que a confiança do empresário industrial aumentou nas grandes corporações, atingindo os 54,1 pontos do ICEI. Quando a análise atingiu o setor de pequenas empresas, os números do indicador caíram para 48,4 pontos no mês de junho, demonstrando a falta de confiança do empresário industrial de pequena empresa. Os dados que foram divulgados, é referente a pesquisa realizada entre o dia 1º e 12 de junho, com um total de 2.958 empresas.

 

Demanda por viagens aéreas dentro do país aumentou 2,55% em maio de 2017

 

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As viagens aéreas entre estados brasileiros foram mais procuradas no mês de maio desse ano em comparação ao ano passado. Segundo os dados, houve uma alta de 2,55%, seguindo um crescimento consecutivo de três meses comparado aos mesmos meses de 2016. Os resultados anteriores foram de 5,90% no mês de março e de 3,20% no mês de abril.

A “Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)“, divulgou os novos dados no dia 22 de junho, referente as operações realizadas pelas empresas: Azul, Avianca, Latam e Gol, que somam cerca de 99% de todo o mercado aéreo doméstico brasileiro.

A oferta também registou uma forte expansão de 3,24% no mês de maio, o que é maior que a própria demanda. O fator de aproveitamento chegou a 0,53 ponto percentual, fazendo com que 77,92% dos assentos disponíveis ficassem ocupados no mesmo período.

Esse fator contraditório mostra a primeira desestabilização do mercado desde o mês de abril do ano passado. Segundo a Abear, foram cerca de 7,1 milhões de viagens com destinos a estados brasileiros, o que representou uma alta de 4,12% no mês de maio.

A entidade ainda relatou que as observações mostram resultados baixos em relação ao número de oferta desde 2012, com exceção do mês de maio de 2016. Já no caso da demanda, do fator de aproveitamento e do volume de passageiros, os resultados mostram números muito baixos desde 2013.

A Abear relatou que existem atipicidades que ocorrem por causa da instabilidade econômica do Brasil, sendo assim a entidade revelou que:

“Isso dificulta análises seguras e limitadas para a realização de projeções”.

A entidade ainda comunicou uma observação de que o mês de março encerrou o ciclo de retrações da demanda, que teve início no mês de agosto de 2015. “Nos meses de março, abril e maio de 2016 o mercado registrou as piores variações de todo o ano passado.”

Dentre as empresas aéreas, a Gol foi quem liderou a participação do mercado dentro do Brasil, com um total de 35,28% no mês de maio. Logo em seguida aparece a Latam, com 32,52%, a Azul com um total de 19,02% e por último a Avianca com 13,18% da participação do mercado brasileiro.

O mercado internacional também registrou crescimento no mesmo mês em comparação ao mesmo período de 2016. Segundo a entidade, o crescimento foi de 11,98% da demanda, que manteve a alta em oito meses consecutivos.

Mesmo com os aumentos recentes, a entidade ainda observa que o mercado tem passado por uma evolução baixa nos três meses citados. Tanto no mercado doméstico quanto na demanda internacional, o crescimento segue em um ritmo bastante lento.

Segundo a Abear, a oferta de passagens internacionais teve uma expansão de 8,90% em maio. No entanto, a demanda teve um avanço maior que a oferta, o que fez com que o fator de aproveitamento chegasse a 2,33 pontos percentuais. Sendo assim, 84,58% dos assentos disponíveis para viagens internacionais, foram ocupadas no período.

O balanço geral para os meses entre junho e agosto deste ano, só serão divulgados oficialmente em setembro de 2017 segundo a Abear. Até lá, as expectativas são boas para o setor aéreo no Brasil.

 

Preço da gasolina já caía há 6 semanas, no período do São João

Ainda que estejamos vivenciando uma situação de crise econômica, alguns índices têm trazido otimismo as brasileiros, a exemplo do preço da gasolina, considerando-se uma média nacional. Pois, para se ter uma ideia, no dia 23 de junho deste ano, estava prestes a fechar-se a sexta semana de queda consecutiva desse referido preço médio. Ao menos, era o que indicava a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Nessa já citada sexta-feira 23, o preço médio da gasolina encontrava-se em exatos R$ 3,542, quando, no fechamento da semana anterior, dia 17 de junho, estava mais alto, em R$ 3,561. Essa queda, apesar de parecer ínfima, é percentualmente relevante, por tratar-se do menor valor desde o mês de novembro do ano retrasado, 2015. E, é claro, trata-se ainda de um recuo de 0,53%, de qualquer forma.

Outro preço médio por litro que também teve queda naquela mesma semana foi o do diesel, que passou para exatos R$ 2,981, quando, na semana anterior, estava em R$ 2,997. Houve também mais uma queda do mesmo tipo, no caso a do litro do etanol, que, de R$ 2,494, passou para o valor de R$ 2,472. Vale lembrar ainda que todos os dados foram divulgados pela ANP.

Aprofundando-se mais no contexto que envolvia essas quedas nos preços médios

Acontece que, um pouco antes dessa divulgação da ANP sobre a nova queda nos preços médios de vários combustíveis aqui tratada, houve um acontecimento que pode tê-la influenciado. É que a Petrobras havia então anunciado, na semana anterior à tratada, uma redução do preço, seja da gasolina, seja do diesel, nas refinarias. Assim, percentualmente, tínhamos o primeiro com queda de 2,3%, enquanto que o segundo com uma maior, de 5,8%.

Detalhando melhor, a questão é que a Petrobras vinha praticando, desde outubro do ano passado, essa nova política quanto à definição de preços dos combustíveis. Nesse novo modelo, periodicamente realizariam reuniões com o fim de definirem os valores tanto do diesel quanto da gasolina, nas refinarias. Sendo que, antigamente, as reuniões ocorriam apenas mensalmente. Até que então a Petrobras resolveu que deveria rever os preços de combustíveis de forma mais frequente.

Não dependia apenas da Petrobras, mas também dos postos de gasolina

No entanto, é válido ressaltar que tanto poderia ser feito o repasse da redução do preço aos consumidores, quanto poderia não ser feito, pois essa questão ficava à mercê dos próprios postos de gasolina.

Por isso, tratava a Petrobras como “estimativa”, e não como uma certeza, que o diesel poderia ainda cair 3,5%. Essa queda, sendo mais preciso, representaria, à época, R$ 0,11 por litro. Portanto, realmente dependeria de ser essa queda anunciada repassada de forma integral, além de que também não poderia, quanto às demais parcelas que compunham o preço ao consumidor final, haver alterações significativas.

Desse modo, não apenas o preço médio do diesel cairia, como também o da gasolina, sendo essa porcentagem estimada, em média, de 0,9%. Isso, para ilustrar melhor, seria, nesse mesma época, cerca de R$ 0,03 por litro.

 

 

Queda na arrecadação não é consequência da recessão, diz estudo

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Até então, muitos, se indagados sobre as principais causas da queda nos índices de arrecadação por parte do nosso governo, dariam como explicação a recessão econômica pela qual passamos. No entanto, devido a um estudo sobre a carga tributária brasileira, chegou-se então, com novos dados, a uma conclusão considerada até mesmo “surpreendente” por alguns. É que, segundo esse referido estudo, a recessão é nesse contexto de queda da arrecadação, apenas um fator circunstancial, pois haveria ainda algo mais crucial: uma anomalia estrutural.

Essa tal “anomalia” resume-se a um “envelhecimento” do sistema de cobrança de impostos e contribuições, que por si só já poderia ser considerado, além de burocrático, também pesado e confuso. Com isso, teria-se como consequência óbvia uma grande perda de eficiência, ainda que elevada a alíquota, fazendo assim com que muitas atividades não gerassem mais recursos em mesmo volume.

Desse modo, ficou provado, graças a uma análise mais longa da série histórica da carga tributária, que essa queda já ocorria desde 2006, ou seja, que a capacidade de arrecadar já estava em redução antes da crise, num momento em que a economia brasileira seguia mais tranquilamente. Portanto, fica claro e cristalino que essa queda, que se tem hoje em dia, quanto à arrecadação, seja em maior intensidade ou menor intensidade, ocorreria ainda, independentemente da recessão.

Essa conclusão, além de ser a mais coerente com os resultados do estudo, tem também, a seu favor e defesa, o professor de mestrado do Instituto de Direito Público (IDP), José Roberto Affonso. Além dele, também tiveram participação a economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Vilma da Conceição Pinto, e também o doutorando da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Kleber Castro.

Aprofundamento nos dados do estudo

Um dos dados mais marcantes do estudo é o de que, no período que vai do ano de 2011 até o ano de 2016, houve uma queda de 0,81% da arrecadação total. E outro dado que dá maior sustentação ainda a essa alegação central é que o setor da indústria já estava em crise antes mesmo da economia ter entrado em recessão, de modo que acabou tendo retração uma dimensão maior ainda, com uma queda que chegou a 1,45%.

Já no setor do agronegócio, que pode-se classificar como o maior quanto à produtividade, apesar de ser o mais tradicional, percebeu-se que o nível de arrecadação nem desceu e nem subiu, ou seja, manteve-se igual. Porém, outro setor foi na contramão dessa tendência negativa de que falamos: o de serviços. Afinal, o referido setor teve, sim, uma retração nos negócios, porém, manteve-se em alta quanto à arrecadação, com o índice de 0,65%.

Por fim, esse “fenômeno”, por assim dizer, é ainda definido por Roberto Affonso do IDP, como apenas reflexo do que seria uma “evolução natural” desse mundo dos negócios. Nesse sentido, ele quis numerar mudanças envolvendo desde a forma como se contrata os profissionais até a robotização das linhas de produção, passando também pelo uso das novas tecnologias que vão surgindo, e, sem contar os novos hábitos de consumo, que também influenciam nisso tudo.