Editoras anunciam queda nas vendas

 

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No Brasil, o mercado editorial apresentou uma queda de mais de 5%  nas suas vendas , em relação ao mesmo periodo do ano anterior. As editoras concluíram que esses números, são consequência da crise econômica nacional, afetando diretamente esse segmento, que nos dois últimos anos somados, tiveram 17% de queda em suas vendas.

Em meio a esses números, o valor nominal de faturamento, teve uma pequena alta, mas levando em conta a variação do IPCA de 6,3% no período, a perda passou dos 5%. Os valores foram de R$ 5,23 bilhões em 2015 e R$ 5,26 bilhões em 2016.

Esses dados fazem parte da última edição da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

O relatório também informou, que o resultado do segmento de Mercado, que são os livros vendidos para o público em geral, teve um crescimento nominal negativo de 3,3%, e o segmento Governo, teve um crescimento nominal positivo de 13,8%. Se considerarmos somente os números do segmento Mercado, observamos uma queda acumulada nos dois últimos anos de mais de 20%.

Nos subsetores, o maior impacto negativo da crise de 2016, foi o de livros científicos, profissionais e técnicos, com uma queda real de 15,8%, o que significa uma queda de 4,5 milhões de livros vendidos.

Outra área importante do mercado editorial, que teve uma queda nas suas vendas no ano de 2016, foi o setor de livros religiosos. O total comercializado em lojas passou de 68 milhões no ano anterior, para 59 milhões de exemplares.

Levando em conta todas as publicações editadas por editoras religiosas, o segmento teve uma alta significativa, devido aos exemplares comprados pelo governo. No ano de 2015, foram 11 mil exemplares vendidos, totalizando um faturamento de R$ 141 mil. Em 2016, foram 151 mil exemplares vendidos, com faturamento de R$ 1,2 milhões. Esses números apontam um crescimento anual de mais de 800% no faturamento e mais de 1.200% no total de livros vendidos.

Esses dados, foram os que tiveram a maior alta em 2016. O número de livros religiosos comercializados com o governo, é maior do que nos anos anteriores à 2014.

Não foram somente os exemplares religiosos, que apresentaram um aumento de compras por parte do governo, em relação ao ano anterior. Os números desse setor tiveram um aumento bem maior. Enquanto as compras do governo aumentaram mais de 15%, as compras de exemplares religiosos aumentaram mais de 1.200%.

Como a maior quantidade de livros religiosos vendidos diretamente ainda são para o público em geral, mesmo esse aumento nas vendas para o governo, não foram capazes de compensar, as quedas nas vendas das lojas em geral. O relatório não revela, quem são os clientes do governo, nem se foram órgãos federais, estaduais ou municipais.