Em estudo, é notado um desenvolvimento desacelerado da Internet das Coisas na indústria

Apesar das promessas de um mundo mais conectado ainda, que muito agradam aos entusiastas por avanços tecnológicos, tem sido notável, porém, um desenvolvimento consideravelmente lento da Internet das Coisas (tecnologia também conhecida pela sigla, em inglês, ‘IoT’), ou seja, abaixo das expectativas iniciais de um desenvolvimento acelerado, rumo a um mundo mais “futurista”.

Essa situação de lentidão é explicada por sócios de uma empresa de consultoria empresarial, a McKinsey and Company. Segundo eles, isso se dá, ao menos em parte, por conta da falta de profissionais que estejam capacitados para lidar com essa tecnologia revolucionária. Fora isso, eles também afirmam serem as empresas do ramo ainda limitadas por grandes ciclos de organização estagnada e capital. Sem contar, é claro, a taxa de adoção da Internet das Coisas.

Resultados encontrados após um estudo realizado com várias lideranças empresariais

Por meio de entrevistas realizadas com mais de 100 líderes de indústrias como a farmacêutica e a relacionada ao petróleo, esses referidos ‘sócios’, mais precisamente Christopher Thomas e Jason Shangkuan, puderam assim chegar a um diagnóstico da situação. Afirmaram a maioria desses empresários entrevistados, tirando os envolvidos com petróleo e mineração, que a falta de agregamento da IoT se deu por estar ainda num processo de comprovação de conceito o sistema mesmo.

Sendo ainda mais específico, pode-se até exemplificar com o que foi apontado por um relatório da MGI. Neste, é citado o caso de uma plataforma de petróleo em que, apesar de conter 30 mil sensores, apenas 1% dos dados conseguiam os gerentes examinar. E isso se dá porque, por ocorrer em tempo real essa captação de informações, são muitos os dados coletados de forma instantânea, a ponto da maioria deles nem serem devidamente analisados.

Assim, também se concluiu que esses líderes, para a tomada de alguma decisão, tinham pouca consideração pelas informações que chegavam por meio da Internet das Coisas, tanto por não haverem profissionais qualificados para trabalhar nesse ramo, quanto por preferirem ainda a consulta a terceiros, ao invés de focarem nos resultados levantados pela tecnologia citada.

Foi concluído ainda, nesse balanço, ser a tendência uma continuação dessa situação, ao menos em curto prazo, mesmo que se acredite ser a IoT capaz de contribuir com a evolução das empresas de semicondutores. Por isso mesmo que os sócios defendem a ideia de que essas empresas em específico poderiam investir em estratégias melhores para um maior crescimento da Internet das Coisas, como focar mais no desenvolvimento de produtos que conciliem bom custo e desempenho.

Já quanto à segurança dos dispositivos que usam dessa tecnologia inovadora, os especialistas destacaram que as vulnerabilidades destes não podem ser resolvidas todas, nem com as tecnologias mais sofisticadas de proteção, sendo eles então pontos de entrada para possíveis ‘ciberataques’.