Setor Público tem rombo histórico de 11 bilhões de reais, em março de 2017, noticia Marcio Alaor do BMG

A situação da crise econômica também abalou fortemente o setor público

Em meio a essa situação de recessão econômica pela qual todos os brasileiros estão passando, do rico ao pobre, engana-se aquele que pensar estar a situação muito melhor para o governo, para a máquina pública. Uma situação histórica de fato, apesar de ser, obviamente, um marco negativo, e, principalmente, para toda a população.

Em verdade, a união de Governo Central, Estados, municípios e estatais, tendo como exceção a Petrobras e a Eletrobras, ou melhor dizendo, o chamado ‘setor público consolidado’, segundo informações divulgadas pelo Banco Central, em março deste ano, apresentou déficit primário de 11,047 bilhões de reais.

E Marcio Alaor, executivo do Banco BMG, também reporta um deficit registrado no mês anterior a este, fevereiro, que foi de 23,468 bilhões de reais. Já se compararmos a situação de março deste ano com o a do mesmo mês em 2016, veremos que um ano antes o deficit foi menor, de 10,644 bilhões de reais.

Não para por aí, não. Esse deficit primário de 11,047 bilhões de reais, registrado no mês de março deste ano, é nada menos que o pior resultado para o mesmo mês, isso desde o mês de dezembro de 2001, há mais de 15 anos atrás, quando se tem o início da série histórica.

Marcio Alaor do BMG traz mais detalhes sobre esse déficit

Apesar disso tudo já esclarecido, como ainda reporta o executivo do BMG, Marcio Alaor, o resultado primário consolidado do mês anterior, fevereiro, acabou ficando, para os analistas do mercado financeiro, dentro das estimativas, segundo o que foi divulgado pelo Projeções Broadcast. Para esses analistas, o déficit poderia ir de R$ 27,1 bilhões a R$ 9,7 bilhões, sendo que a mediana, com R$ 13,3 bilhões, estava negativa.

Outra questão recordada por Marcio Alaor, executivo do BMG, foi que o resultado fiscal de março deste ano compõe-se por um déficit do ‘Governo Central’, ou seja, do Tesouro, Banco Central e INSS, que chegou aos R$ 11,686 bilhões.

Já em relação aos governos regionais, no caso os Estados e os municípios, estes, por sua vez, terminaram por influenciar positivamente o resultado, com um total, nesse mesmo mês em questão, de R$ 937 milhões.

Mais detalhadamente, o executivo Marcio Alaor, pertencente ao Banco BMG, noticia também que, enquanto tiveram os municípios, de forma geral, um resultado positivo que foi de R$ 465 milhões, os Estados, por sua vez, e também de forma geral, apresentaram um superávit que atingiu os R$ 473 milhões.

Quanto às empresas estatais, pode-se dizer que elas registraram, no período em questão aqui, março deste ano, déficit primário que atingiu o montante de R$ 298 milhões. Já se o foco for Previdência Social, só nela houve um rombo de 13 bilhões de reais, em março deste ano, quando, no mesmo mês há um ano atrás, tinha-se um resultado negativo de 10,2 bilhões de reais.

E se considerarmos o acumulado de 12 meses encerrados nesse mês em questão, teremos aí, em relação às contas do setor público, também um déficit, mas de 147,8 bilhões de reais. Valor esse que representa 2,34% do nosso Produto Interno Bruto (PIB).