Alexandre Gama é um dos investidores da montadora inglesa Briggs Automotive Company

A Briggs Automotive Company (BAC) é uma montadora de automóveis esportivos inglesa, com sede na cidade de Liverpool. Nova nesse meio quando comparada as outras grandes montadoras, ela foi fundada em 2009 pelos irmãos Neill e Ian Briggs, e surgiu com o objetivo de criar e fabricar veículos esportivos potentes e velozes, desenvolvidos sob medida para quem gosta de automobilismo.

Mesmo sendo nova nesse mercado, a BAC já possui bastante reconhecimento e ganhou dezenas de prêmios por ter um design inovador e automóveis de destaque, motivo pelo qual a montadora já foi muito citada positivamente em revistas especializadas no assunto como a GQ e a Top Gear, tendo sido ainda escolhida como investimento pelo publicitário Alexandre Gama.

Entre os maiores destaques da Briggs Automotive Company está o desenvolvimento do Mono, o carro mais rápido do mundo segundo uma bateria de testes feitos pela revista EVO. Esses testes, que foram realizados no circuito de Anglesey Coastal, provaram que o veículo é capaz de completar o trajeto em apenas 1:07.70, o que superou o recorde antigo pertencente ao McLaren GTR, que era de 1:08.70. O Mono, veículo da montadora que tem Alexandre Gama como investidor, é ainda o único desse porte com permissão de ser utilizado nas ruas e estradas da Europa.

O automóvel testado pela revista EVO pertence a segunda geração do Mono, tendo sido aprimorado com um novo motor de 2,5 litros, mais de 300 cavalos de potência e um câmbio sequencial de seis marchas, parecido com o que é usado na Fórmula 3. Por ser desenvolvido com materiais leves e inovadores, o veículo possui apenas 580 kg, o que gera uma relação peso/potência de cerca de 525 cv por tonelada.

Entre os veículos que já foram considerados pela revista EVO como os mais velozes do planeta estão a Ferrari 458 Speciale e o Porsche 918 Spyder, o que ressalta a importância dessa classificação, uma das mais conceituadas que existem. Esse grande potencial demonstrado pela montadora foi o que influenciou Alexandre Gama a deixar de ser apenas um comprador da marca e se tornar investidor da BAC desde o ano de 2014.

Alexandre Gama é o presidente e fundador da agência Neogama/BBH, criada em 1999 e considerada nos dias de hoje como uma das principais agências de propaganda do país. Com prestígio nacional e internacional, a Neogama foi selecionada pelo jornal Meio e Mensagem como ganhadora do prêmio de Agência do Ano em 2002. Já no ano seguinte, a agência conquistou outros prêmios de enorme relevância, como dois Leões de Ouro em uma mesma edição do Festival de Cannes, sendo a primeira agência do Brasil a conseguir isso.

Ao longo de sua trajetória de sucesso, Alexandre Gama já soma 23 prêmios no Festival de Cannes em seu currículo, além de já ter tido a honra de ter participado do evento como jurado em três ocasiões. Para completar, o publicitário faz parte do Comitê Global Creative Board, o qual é formado apenas pelos líderes de seis agências de grande destaque ao redor do planeta.

 

 

Setor de varejo registra queda de 0,7% entre dezembro e janeiro, segundo pesquisa

De acordo com o estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, nesta quinta-feira (30), o volume de vendas do comércio varejista sofreu uma redução de 0,7% durante os meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017. Os dados, obtidos pela Pesquisa Mensal de Comércio, a PMC, mostram a segunda retração consecutiva do índice, que apresentou um recuo de 1,9% entre os meses de novembro e dezembro de 2016.

No tocante à média trimestral, o estudo apontou uma redução de 0,6% no volume de vendas do varejo. Comparado ao mês de janeiro de 2016, o índice sofreu um recuo de 7%. Já na média acumulada dos 12 meses, o registro de queda foi um pouco menor: 5,9%

O estudo divulgado pelo IBGE mostrou uma baixa na maior parte das oito áreas abarcadas pela pesquisa em relação aos dados de dezembro do ano passado. As retrações mais acentuadas ocorreram nas atividades de equipamentos e materiais de informática, com -4,8%, e nas vendas do setor de combustíveis e lubrificantes, com -4,4% no período.

As vendas na área de livros, jornais, revistas e papelaria sofreram uma queda considerável no período, registrando -1,9%. Também houve redução em relação aos artigos de uso pessoal e doméstico, -1,8%, bem como no setor de artigos médicos, farmacêuticos, ortopédicos, médicos e de perfumaria, com queda de -1,1%. As vendas na área de móveis e eletrodomésticos registraram uma queda de apenas -0,1%, segundo a pesquisa.

Vestuário e calçados

A boa notícia veio por conta do ramo de vestuário e calçados, com alta registrada de 4,1% no período. O setor de supermercados, alimentos, bebidas e fumo também apresentou uma alta significativa no volume de vendas. De acordo com o estudo, houve um crescimento de 0,2% durante os meses de dezembro e janeiro.

Os dados também registraram uma leve redução na área de varejo ampliado, de apenas 0,2%. As atividades em destaque foram materiais de construção, com queda de 0,8%, e veículos e peças, com alta confirmada de 0,3%.

Na média trimestral, o setor de varejo ampliado apresentou um rendimento estável. No entanto, se comparado às vendas de janeiro de 2016, os dados mostram uma retração de 4,8%, e em relação ao acumulado dos 12 meses, houve um recuo de 7,9% nas vendas da área.

Receita

Segundo o estudo, a receita nominal da área de comércio varejista teve uma queda de 0,8% se comparada à receita de dezembro do ano passado. Em relação à média trimestral, o recuo foi de 0,7%, e de 2,3% se comparada aos dados de janeiro de 2016. No acumulado dos últimos 12 meses, os resultados foram mais favoráveis, com 4,2% de alta durante o período.

Em relação ao varejo ampliado, a receita nominal foi de -0,4% no acumulado dos 12 meses.

Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, evita exposição em meio a Operação Carne Fraca

O Palácio do Planalto orientou o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, a não se expor enquanto a Operação Carne Fraca estiver ocorrendo. A sugestão veio de auxiliares do presidente Michel Temer. Segundo a orientação, Osmar Serraglio, que está há apenas 15 dias no cargo, não deve se indispor publicamente com a Polícia Federal para evitar desgastes maiores ao Governo Federal.

Contudo, essa saída discreta dos holofotes parece estar longe de ocorrer, já que a senadora Kátia Abreu (PMDB – TO), integrante do próprio partido de Serraglio, trouxe à tona uma forte pressão exercida quando ainda era ministra da Agricultura no governo Dilma Roussef.

Segundo Kátia Abreu, Osmar Serragio e Sérgio Souza (PMDB – PR), até então deputados federais, a pressionaram para que mantivesse Daniel Gonçalves Filho no posto de superintendente do Ministério da Agricultura.

Daniel Gonçalves Filho é apontado pela Polícia Federal como o principal chefe da quadrilha envolvida na Operação Carne Fraca.

Entre as provas de ligação de Daniel Gonçalves e Osmar Serraglio, estão ligações telefônicas onde o então deputado chama o ex-superintendente de “grande chefe”.

Kátia Abreu relata que nunca havia sofrido uma pressão tão forte quanto a exercida pelos deputados a fim de manter Daniel Gonçalves Filho em seu cargo de chefia no Ministério da Agricultura. À época, a então ministra havia tomado a decisão de demitir Daniel por causa de inúmeros processos administrativos dos quais era indiciado.

A ex-ministra diz ter chegado ao ponto de ter telefonado pessoalmente para a presidente Dilma Roussef para pedir autorização na demissão. A presidente deu carta branca para que a demissão fosse feita imediatamente. Contudo, Daniel não chegou a ser demitido.

Em nota, Serraglio rebate Kátia Abreu, dizendo que a indicação de Daniel havia sido feita pelo deputado Moacir Michellato, que faleceu em 2012 em um acidente de carro.

Serraglio aponta divergências políticas para que Kátia Abreu o acuse, já que à época do impeachment de Dilma Roussef, a ex-ministra era contra a bancada do PMDB que apoiava o processo.

Demissão

Em meio às provas levantadas pela Polícia Federal, deputados e senadores vêm pedindo constantemente para que Osmar Serraglio seja imediatamente demitido do Ministério da Justiça.

Contudo, o governo Temer orienta ao ministro que se recolha ante a mídia para evitar conflitos e responda apenas pontualmente as acusações feitas. Diante disto, as atividades de Serraglio estão restritas a apenas compromissos em seu gabinete.

Segundo o governo, a Operação Carne Fraca foi um ato de espetacularização da Polícia Federal, provocando graves danos à economia brasileira.

Entre as atitudes tomadas pelos parlamentares, está a representação assinada pelos deputados Afonso Florence (PT – BA) e Robinson Almeida (PT – BA), membros da Comissão de Ética da Presidência, que pedem uma ampla investigação da Procuradoria Geral da República.