Suspensão de IPO da Azul é revogado

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Foi revogada, no último dia 7 de abril, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a suspensão da oferta pública inicial (em inglês, IPO) da Azul Linhas Aéreas. Um dia antes, a Comissão, que é responsável pela regulamentação do mercado de capitais, havia interrompido o procedimento de IPO da companhia por um período de até 30 dias.

De acordo com o órgão, a opção de revogar a suspensão viabilizou-se após a companhia aérea tomar as providências necessárias contra as irregularidades apontadas inicialmente. A própria Azul havia anunciado, mais cedo, que todas as medidas para anular a suspensão de sua oferta pública inicial foram tomadas.

Segundo o CVM, entre as diversas infrações realizadas pela companhia aérea, destacam-se: material de divulgação irregular – que não era aprovado pela Comissão; especulação de valorização de investimentos referente aos ativos TAP (companhia aérea portuguesa) que não foram relatados nos prospectos da oferta; divulgação excessiva, em matérias jornalísticas, de informações consideradas sigilosas como: informações de cunho sigiloso sobre projeções de demanda; e relacionadas à precificação das ações das ofertas.

Quarta tentativa de IPO

A determinação do CVM em suspender o procedimento vai de encontro a quarta investida da Azul em abrir seu capital. As últimas três vezes, sendo a mais recente em junho de 2015, foram frustradas pelo cenário negativo em que se encontrava o mercado. Em 2017 outras duas empresas listaram suas ações na bolsa de valores. A locadora de veículos Movida e a rede laboratórios Hermes Pardini, no mês de fevereiro, prospectaram R$ 600 milhões e R$ 877 milhões com seus IPO’s, respectivamente.

Empresa em busca de R$ 1,6 bilhão

De acordo com a documentação enviada à Securities and Exchange Commission (SEC), comitê responsável pela regulamentação do mercado de capitais dos Estados Unidos, a Azul almeja prospectar R$ 1,65 bilhão com a abertura de capital, tanto no Brasil como no exterior. Este valor pode chegar a casa dos R$ 2,23 bilhões, a depender da demanda. Ainda segundo informações do relatório, a companhia, em 2016, teve prejuízos que giravam a casa dos R$ 126, 3 milhões. Números considerados otimistas, frente ao rombo de R$ 1,07 bilhão registrado no ano de 2015. Ainda em 2016, sua receita cresceu 6,6% indo a R$ 6,67 bilhões.

O propósito da Azul, com sua oferta inicial pública, é reforçar o capital de giro e amortizar dívidas com o capital prospectado. A companhia possuía, em caixa, R$ 1,79 bilhão e uma dívida de R$ 4 bilhões em 2016. De acordo com os relatórios, a companhia pretendia utilizar R$ 315 milhões, do dinheiro que seria levantado, no pagamento de dívidas com vencimento entre abril e dezembro de 2017. A Azul, que é a terceira maior empresa de aviação do país, solicitou que seus papeis fossem listados nas bolsas de São Paulo (BM&FBovespa) e Nova York (NYSE).