Empregabilidade em tempos de crise

Empregabilidade é sinônimo de ocupação, de trabalho, colocação, emprego. Por trás de todas essas variações de sentido, existem algumas exigências mínimas que o mercado de trabalho estabelece para profissionais que buscam esse status: habilidades, experiência, know-how, atualização, entre outras. Pode-se associar empregabilidade à palavra “status”, justamente porque diz respeito um estado tido como favorável do indivíduo, na sociedade. E, justamente para frustrar a massa trabalhadora, esse “estado favorável”, tão desejado, tem recebido toda a carga resultante da crise no país: redução de funcionários, empresas fechando as portas, atraso nos salários e, especialmente, falta de emprego.

Em um cenário de dificuldades, resta apenas esperar a crise passar?

Como lidar com o sentimento de impaciência, desilusão? É possível que os profissionais que ficaram de fora das empresas possam extrair algo de bom para si?

Claro! Há expectativas de que essa crise dê uma trégua, como tantas outras que o Brasil já enfrentou. Ainda que demore, o tempo agora é de reflexão: é hora de repensar se as investidas na carreira tem levado a um caminho de realização e sucesso. É tempo de repensar se os caminhos profissionais trilhados até então permitiram o alcance dos objetivos de vida.

Por um lado, a desaceleração do mercado faz das investidas na carreira um campo minado, que frustra e desmotiva o profissional. Por outro, cria oportunidades: observar as tendências vindouras, fazer uma crítica sobre a profissão atual, estabelecer aonde realmente seria o lugar ideal para se trabalhar, quais as verdadeiras aptidões.

Para a revista Você S/A, “reduzir o ritmo também permite avaliar, com mais precisão, se sua carreira está evoluindo na direção certa”. A revista ainda faz uma chamada de atenção para o fato de que a pausa para a reflexão é diferente de permanecer no piloto automático. Isso porque, trabalhando em uma organização em que a tal promoção não sai e, consequentemente, permanecer no cargo se torna tarefa árdua, o indivíduo precisa se questionar: é hora de mudar de empresa ou mudar a própria postura? Uma ou outra alternativa o impulsionará a garimpar por novas possibilidades.

Especialmente para as gerações mais jovens, imediatistas e acostumadas à velocidade da tecnologia, esperar pacientemente e enfrentar a estagnação tem se tornado um verdadeiro sacrifício, sendo que o momento é favorável para pesquisarem e conversarem com as pessoas experientes sobre o preço do sucesso. É necessária uma resiliência, a qual possibilitará passos mais cautelosos e uma postura mais crítica, que evitará que tropecem na própria ansiedade.

Enquanto muitos escolheram esperar a crise recuar, encontrar maneiras de se manter a empregabilidade e desenvolver uma percepção aguçada da realidade assegura ao indivíduo uma posição de destaque no mercado e confiança de que está no caminho certo.