IR 2017: Dicas para quem vai declarar pela primeira vez

O Imposto de Renda costuma gerar muitas dúvidas em que vai declarar pela primeira vez. Dificuldades de entendimento sobre quais informações são exigidas, o período de entrega, os termos utilizados e os procedimentos a serem efetuados são costumeiros em marinheiros de primeira viagem.

De forma simplificada, o IR nada mais é que um imposto cobrado sobre os vencimentos e ganhos do indivíduo ao longo do ano. Incluem-se a este grupo, entre outras coisas: salário, aluguéis e pensões. Logo abaixo vamos listar algumas dicas que provavelmente ajudarão a sanar dúvidas sobre o tema:

Quem deve declarar?

Todas as pessoas que obtiveram rendimentos tributáveis (salário, por exemplo) superiores a R$ 28.559,70 devem declarar o imposto em 2017. Aqueles que tiveram mais de R$ 40 mil de rendimentos tributáveis na fonte (como prêmio de loteria), ou não tributáveis e isentos (exemplo: indenização trabalhista) também devem declarar.

Qual o período?

O imposto de renda é abatido mensalmente no contracheque do trabalhador. Contudo, anualmente a Receita Federal estipula um período de dois meses para que o contribuinte possa enviar a declaração. Em 2017 o prazo terá início em 02 de março e se estenderá até 28 de abril.

O que são as deduções?

São gastos específicos realizados pelo contribuinte e que poderão ser abatidos no cálculo do imposto. Dessa forma, o cidadão poderá pagar um valor menor de IR. São exemplos de despesas dedutíveis: gastos com saúde (remédios, planos de saúde) e gastos educacionais (mensalidades de escola).

E as restituições e pagamentos?

Caso a Receita verifique que o contribuinte pagou um valor superior ao que deveria, é efetuado o processo de devolução do valor excedido. De forma geral, o estorno poderá ser realizado até o mês de dezembro. Na situação de ter pago menos do que deveria, ao final do processo de declaração será gerado um boleto bancário com o saldo devedor.

Malha fina

Os computadores da Receita Federal costumam realizar cruzamento de informações em busca de discrepâncias. Na situação hipotética de sua empresa declarar um valor pago de imposto e este valor não for igual ao que consta na sua declaração, o risco de ser chamado para dar explicações ao Leão é grande.

Onde fazer a declaração?

A declaração é feita eletronicamente, através de programa para computador, disponível para download diretamente do site da Receita Federal. Após a instalação, todo preenchimento deve ser efetuado de acordo com o que consta nos comprovantes do contribuinte. O software apresenta interface amigável e orientações claras mas, caso sinta necessidade, o contribuinte poderá contratar os serviços de um contador.

E se eu não fizer?

Quem não envia a declaração paga multa. O mínimo é R$ 165,74 e o máximo pode chegar a 20% do valor devido.

 

 

 

Saiba se vale a pena comprar um carro

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Comprar ou não comprar um carro? É a pergunta que muitos brasileiros estão se fazendo. As taxas de juros estão cada vez maiores e hoje em dia poucas pessoas tem dinheiro para poder comprar à vista, sem contar que aprovar um financiamento não é assim tão fácil quanto parece. Outro fator que contribui muito para esse questionamento, é os mais novo modelo de transporte, que além de ser mais barato é rápido e discreto, o Uber.

Por essa razão, existem pessoas optando por não comprarem um carro e vivendo muito bem com isso. Essa escolha afeta não somente o bolso, mas como todo a vida do planeta e grande parte da economia mundial. Então se você ainda não se decidiu se deve ou não comprar um carro, confira a seguir qual é a melhor opção, ter ou não ter um carro.

A primeira coisa a ser bem estabelecido é que carro não é investimento. Isso é bem simples de entender, porque só pode ser chamado de investimento o dinheiro aplicado que irá trabalhar sozinho rendendo mais dinheiro. Como é o caso de um imóvel, que é comprado por um valor, mas que irá valorizar com o passar do tempo. Já o contrário disso, é a aquisição do carro, que a partir do momento que é tirado da loja, ele já passa a valer menos, e a cada ano que irá passar ele valerá ainda menos.

Sonhar com o carro próprio, ou com o carro zero, não é errado e deve ser sim levado em consideração na hora de decidir se deve ou não comprar. Porém, esse carro deve caber dentro do orçamento, o que quer dizer que, sua renda não pode ser sufocada para adquirir um objeto que irá desvalorizar com o tempo.

O carro não se restringe apenas as parcelas do financiamento, é preciso somar também outras contas como, IPVA, seguro, combustível, estacionamento e a manutenção que deve ser feita periodicamente. Então para decidir se deve comprar aquele carro tão sonhado, primeiro levante esses dados e tenha em mente o valor da desvalorização do veículo que você quer comprar, pois isso é fundamental para um momento em que você decidir trocar por um veículo mais moderno ou simplesmente vender.

Por fim, para você se decidir, você deve fazer o custo benefício da aquisição o veículo, como, por exemplo, se você tem pouca opção de meio de transporte onde você mora, se você tem filhos pequenos (eles requerem bastante cuidados, e ter um carro pode ajudar muito em situações de emergência), e até mesmo se você prefere ter mais privacidade dentro do conforto do seu carro. Somente depois dessa analise você estará apto a dizer escolher entre comprar ou não, e para te ajudar, se você decidir por escolher não ter carro, procure investir, pelo menos parte do que você pagaria em um carro, em investimentos como renda fixa que irá ainda te render um bom dinheiro no futuro.