Mario Alaor do BMG, reporta que mais da metade dos brasileiros não poupa dinheiro

A maioria dos brasileiros não se preocupa em poupar dinheiro, ou planeja criar algum saldo de reserva ou plano de aposentadoria diferente do tradicional.

De acordo com a pesquisa reportada pelo vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor, e realizada pelo SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, e a CNDL, Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, 62% dos consumidores brasileiros não guardam dinheiro de forma alguma. A pesquisa ainda aponta que 29% dos entrevistados guardam apenas o que sobra após pagar as contas e apenas 7% se comprometem a guardar sempre o mesmo valor.

Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil, relata, “A formação de uma reserva de dinheiro é um tópico fundamental para o equilíbrio das finanças pessoais, mas tende a ser negligenciada por boa parte dos consumidores. A consequência disso é que, se deparados com um acontecimento imprevisto, muitos acabam inadimplentes”.

A estatística muda de acordo com a classe social

O Marcio Alaor, do Banco BMG, informa que existem diferenças entre classes sociais na hora de poupar e investir. Dentre as classes A e B, 58% dos entrevistados afirmam poupar, independente do valor. Já na classe C, D e E isso reduz para 30%.

A renda da classe A, supera R$10.000 reais mensais, enquanto pessoas na classe E são aqueles que possuem de renda até 1020 reais mensal.

Para Roque Pelizzaro esse baixo índice de poupadores se deve a cultura de consumo que os brasileiros sempre tiveram “Termos 29% de pessoas que guardam o que sobra no fim do mês é ótimo, é algo muito positivo, mas precisamos virar essa chave e criar uma cultura de poupança”, reafirma.

Dentre os poupadores a opção mais procurada ainda é a caderneta de poupança.

“O brasileiro é bastante conservador, mas hoje a poupança empata ou perde para a inflação, ela já não é uma boa opção de investimento”, lembra Pellizzaro. “O ideal, hoje, é investir no Tesouro, que dá muito mais retorno, é seguro e acessível, mas mesmo assim ainda é pouco procurado”.

O caminho para poupar

O executivo do BMG, Marcio Alaor, reporta que existe uma fórmula considerada ideal pela maioria dos estudiosos no que se trata em economizar. Como o educador financeiro, Robinson Travó, por exemplo, afirma que para uma pessoa ter um crescimento financeiro, ela deve gastar menos que produz, obviamente. Isso possibilita que haja uma sobra financeira para se investir num fundo de emergência e num fundo de investimento.

A proporção considerada ideal, que Marcio Alaor do BMG citou seria a seguinte:

  • 70% da renda líquida usada para despesas;
  • 20% para reserva de emergência;
  • 10% para investimentos.

Economizar de fato não é uma tarefa fácil para ninguém, existem pessoas que contam com um orçamento apertado e outras que possuem o hábito do consumo tão arraigado, que a sobra de dinheiro no final do mês significa sempre comprar algo novo.

Marcio Alaor, vice-presidente do banco BMG, simula um orçamento de acordo com a proporção informada. Em um orçamento familiar de R$5.000 disponível por mês, já descontando todos as usuais taxas do contracheque. O valor para investimentos deve se fixar em R$500(10%), para emergência deve ser guardado R$1.000(20%), e R$3500(70%) para todas as demais despesas.