Superando os desafios logísticos, obra da Construcap foi premiada internacionalmente

No Brasil, em se tratando de grandes obras, não são raros os casos em que sobram críticas e faltam elogios, pelos mais diversos motivos. Assim, é de surpreender aos leigos na área que existam obras nacionais sendo premiadas, ou até que existam premiações do tipo.

Pois fique então sabendo que um empreendimento brasileiro, mais especificamente a fábrica da Fiat em Goiana (PE), após um período de 26 meses de construções, foi coroado, tempos atrás, com o prêmio que alguns até chamam de “Oscar da construção civil”. Tal prêmio foi o ENR Global Awards 2015, que é concedido todo ano pela revista Engineering News Record.

Esse empreendimento vencedor, que é fruto da parceria entre a brasileira Construcap, como líder do Consórcio, e a construtora americana Walbridge, foi julgado e então vitorioso com base em critérios como logística e inovação, além de considerações sobre a dificuldade da construção, bem como da própria execução das obras e também dos prazos.

Quanto mais desafios, maior o mérito de quem os vence

É certo que uma obra, para receber tamanho prêmio, deve possuir algum diferencial, obviamente. No caso da fábrica da Fiat construída pela Construcap, o destaque já começa desde as dimensões. Em sua área de implantação total, em Goiana (PE), com 3,6 milhões de metros quadrados, só de área construída foram, ao todo, 747.000 metros quadrados.

E quanto maior é a obra, mais trabalhoso é construí-la, obviamente. Todavia, os desafios não ficaram só por aí. Também foi dificultoso o empreendimento, tanto a nível de logística quanto de fornecimento de materiais, por conta da localização remota do local escolhido para a construção, que era muito distante dos fornecedores.

No entanto, foram esses tipos de desafios que favoreceram o destaque que teve a Construcap e sua parceira, pois como bem lembra John Linenberg, assistente da vice-presidência de engenharia da Walbridge, o empreendimento foi marcado por dificuldades.

Assim, segundo ele, foi necessário fazer um planejamento bem minucioso de toda a obra, para poderem superar aquela realidade interiorana, onde se encontravam a duas horas de distância da cidade mais próxima.

Diante dessa situação, o processo de logística teve então de ser acompanhado durante todo o tempo, para que a obra pudesse continuar, ainda que, por exemplo, o fornecedor de aço estivesse há dois quilômetros dali. Também tinham, é claro, que cumprir com os prazos já estabelecidos. Mas, felizmente, a obra foi um sucesso e até rendeu honrarias.

Em meio à obra, a Construcap promoveu também capacitação e “intercâmbio”

Como já de costume para a construtora, que sempre aposta nesse tipo de iniciativa que de fato retorna benefícios à mesma, durante a obra da fábrica da Fiat em Goiana (PE), ela idealizou e pôs em prática dois programas de capacitação para os seus funcionários.

O primeiro teve como foco o próprio canteiro de obras, voltando-se à execução dos projetos, mas o segundo, por sua vez, foi executado no próprio escritório central da construtora, focando então nos serviços técnicos por lá realizados.

Com tal programa, a Construcap termina por promover uma melhor adequação dos seus projetistas e engenheiros ao que há de mais moderno no mercado, tornando-os assim antenados às tendências tecnológicas de suas respectivas áreas.

Além das capacitações, como consequência da parceria entre uma empresa brasileira e outra americana, as obras promoveram uma situação de “intercâmbio”, por numa mesma obra se encontrarem pessoas falando português, inglês e italiano.

No entanto, segundo ainda John Linenberg, essa questão foi, ao menos a princípio, mais um desafio que teria de ser superado por eles. E como realmente foi superado, após elaborarem uma forma de favorecer a comunicação entre todos, ele ainda pôde concluir que isso só fez engrandecer ainda mais o esforço em conjunto do consórcio, ou melhor dizendo, enriquecer o case de sucesso.

Petrobras consegue suspender impedimento para a licitação de Libra, área do pré-sal

Apesar da paralisação que sofria o processo desde janeiro deste ano, devido a um pedido do Sindicato das Empresas de Construção Naval (Sinaval), a Petrobras finalmente conseguiu derrubar a liminar graças a qual estava suspensa a licitação para a plataforma de produção de petróleo no pré-sal, mais precisamente da área de Libra, dando assim prosseguimento a este. A suspensão foi então garantida pelo desembargador da 5ª turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, de nome Néviton Guedes.

Entendendo o caso da limiar por parte do Sinaval

Na época da limiar, os representantes do sindicato em questão, Sinaval, questionaram o modelo de contratação assumido pela Petrobras, posto que, segundo eles, não respeitava a exigência de compra de equipamentos no Brasil.

Além disso, também quiseram a suspensão do leilão da plataforma de Sépia, que é também parte do pré-sal, assim como Libra. Todavia, essa ação foi já barrada no dia 17 de março deste ano. E quem negou o pedido de suspensão foi nada menos que a juíza da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Ivani Silva da Luz.

 

Sobre a questão da plataforma de Libra e o mínimo de conteúdo local

Para quem não sabe, no ano de 2013, Libra foi a primeira área do pré-sal a ser licitada sob esse modelo de partilha de produção com o estrangeiro. Nesse caso, temos então um mínimo de 55% para o conteúdo local, legalmente garantido, vale lembrar também.

Mas, três anos depois disso, já no ano de 2016, a empresa estatal informava as dificuldades que tinha, ao mercado, para realmente poder contratar a plataforma de Libra em nosso país, e de acordo com as exigências percentuais de mínimo já citadas, com seus 55% de conteúdo para a nação.

Em setembro do mesmo ano, devido à situação mais agravada ainda, a Petrobras resolveu pedir o perdão das multas à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Essas multas, que fazem parte de um processo denominado “waiver”, são sempre cobradas quando a exigência em questão é descumprida.

No entanto, a referida agência ainda segue analisando o pedido da estatal, tanto que será também tema de uma audiência pública essa questão em específico. Mas vale pontuar ainda que nessa mesma época, 2016, a Petrobras até mesmo cancelou a primeira licitação dessa unidade de Libra. A justificativa foi que os preços chegaram superando em 40% as expectativas que possuíam, assim tornando-se inviável a continuação do processo.

Foi então a partir daí que a Petrobras, para tornar viável a questão de Libra, resolveu por lançar uma nova concorrência. Dessa vez, a estatal resolveu por reduzir o conteúdo nacional desse projeto para que assim coubesse dentro das possibilidades do momento.

 

Felipe Montoro Jens explica o que é uma concessão, privatização e parceria público-privada

Nas últimas semanas tem circulado uma notícia de que o prefeito de São Paulo, João Doria, pretende vender mais de 5 dezenas de empresas vinculadas à Cidade de São Paulo. A notícia surgiu após uma viagem de negócios do prefeito ao Médio Oriente, onde o mesmo acrescentou que os procedimentos para as vendas de empresas e serviços do Município serão diferentes para cada ativo. O objetivo do prefeito passa por trazer mais valor na “venda” dos bens públicos, evitando que empresas estatais sejam valorizadas abaixo do seu valor de compra e tornando a venda um projeto rentável e exequível para todas as partes (empresa, prefeitura e compradores). Segundo o que se pôde apurar, as empresas serão “vendidas” tanto por privatizações, concessões e parcerias público-privadas.

É compreensível que os leitores estejam a pensar quais as diferenças entre as diferentes formas de “venda” do patrimônio estatal, uma vez que os temas são pouco abordados pela mídia brasileira, e até pelos governantes do nosso país. Tanto as privatizações como as parceiras público-privadas são mais frequentes em países europeus e nos Estados Unidos da América. Para elucidar-nos acerca deste tipo de compras e vendas de bens públicos, Felipe Montoro Jens, especialista em projetos de infraestrutura, explica o sentido e o objetivo das privatizações, concessões ou parceiras público-privadas.

Em primeiro lugar, Felipe Montoro Jens aborda o tema da privatização. A privatização consiste na transferência de uma forma onerosa de uma propriedade (pode ser um equipamento ou uma empresa pública) por parte do Estado (neste exemplo em particular a Prefeitura) para investidores privados. Estas vendas de patrimônio público ocorrem por meio de leilões públicos. Um claro exemplo de privatização foi a venda do monopólio das telecomunicações pelo governo brasileiro nos anos 90. Felipe Montoro Jens noticia que Doria pretende privatizar a pista de corridas de Interlagos, permanecendo público o parque do recinto. Também o complexo Anhembi é outro patrimônio estatal que o dirigente do PSDB pretende privatizar.

Em segundo lugar temos as concessões. Uma concessão é uma cessão de um serviço público a pessoas ou empresas privadas que estejam interessadas em sua exploração. Felipe Montoro Jens enumera alguns exemplos em que os estados costumam usar este modelo de repasse de patrimônio público para privados, como por exemplo a exploração de rodovias. O prefeito de São Paulo pretende utilizar este modelo para a exploração de parques, terminais de ônibus e cemitérios paulistas. Para além disso, a prefeitura pretende que o Sistema do Bilhete único e o Estádio Municipal do Pacaembu também sejam concessionados.

Por último, mas não menos importante, são as parcerias público-privadas. Uma parceria público-privada pode ser definida como um acordo entre as partes para a realização de obras ou outros serviços entre o Estado e uma empresa privada no montante igual ou superior a R$ 20 milhões e com um prazo de exploração entre cinco a trinta e cinco anos. A polêmica envolvida nas Parcerias Público-Privadas está no retorno. Enquanto que na concessão o retorno é garantido exclusivamente por tarifas cobradas a quem quer usufruir o espaço, nas PPP o Estado também paga pelos serviços prestados pelos privados. Felipe Montoro Jens noticia que Doria pretende utilizar este modelo para a iluminação da Cidade de São Paulo.

Nota fiscal paulistana terá sorteio mensal de 1 milhão de reais

De acordo com informações cedidas pelo site O Globo, o sorteio será realizado com o nome dos contribuintes cadastrados que sempre pedem nota fiscal em suas compras. O projeto vai se chamar “Sua nota vale 1 milhão”, e foi anunciado pelo próprio prefeito Doria durante coletiva de imprensa no início do mês de março.

Só participa do sorteio que pede a nota fiscal paulistana ao realizar as suas compras ou pagamento de serviços. Os sorteios serão realizados mensalmente pela Caixa Econômica Federal, e a nota eletrônica agora vai passar a se chamar Nota do milhão.

A nota fiscal paulistana toma como base o Imposto Sobre Serviço e claro, vale apenas no território de São Paulo. O ISS é cobrado sempre que efetuamos pagamentos de bens e serviços que estejam previstos da lei de cobrança de imposto sobre serviço. Recentemente até a aplicação de tatuagens e piercings foi inserido na lei.

A lei também vale para qualquer instituição de ensino, estabelecimentos de beleza, como clinicas de estética e salão de beleza, estacionamentos, creches e até mesmo vigilância e limpeza.

Até agora o único beneficio em pedir a nota paulistana era o fato de que gerava o acumulo de credito de parte do imposto que era cobrado e abatido do IPTU ou do imposto predial para o ano seguinte. O valor acumulado além de poder ser abatido de outros impostos federais também poderia ser depositado uma vez por ano em uma conta corrente ou poupança pertencente ao contribuinte.

De acordo com o prefeito Doria, a nota fiscal paulistana, vai ser diferente da nota fiscal paulistana estadual. As mudanças vão ainda ser explicadas e publicadas no site da prefeitura. O contribuinte também vai poder tirar as suas duvidas em qualquer agência da Caixa.

Ainda não foi confirmada uma data mensal para cada sorteio, ou como o contribuinte vai ficar sabendo do resultado, mas a prefeitura afirma que tudo será devidamente explicado nos próximos meses através de campanhas publicitarias que aconteceram na televisão e no radio em todo território da capital paulistana.

Está é mais uma tentativa da prefeitura de incentivar o cidadão paulistano a pedir a nota fiscal. A acumulação de credito inicialmente já havia trazido um aumento no numero de consumidores que pediam a nota paulistana ao finalizar uma compra de bens e serviços. De acordo com especialistas numero deve aumentar ainda mais depois do anuncio dos sorteios.

 

 

Moeda americana fecha abaixo de R$ 3,10

Na volta do carnaval a moeda americana que chegou a R$ 3,11 na última sexta-feira voltou a cair e fechou abaixo de R$ 3,10. A moeda americana recuou e agora fecha a R$ 3,09, mesmo valor do inicio da semana passada. Com o feriado do carnaval o mercado ficou fechado durante os dois primeiros dias da semana.

De acordo com especialistas, a moeda americana recuou cerca de 0,65%. O recuo aconteceu depois que a moeda havia acumulado uma baixa de 1,20% no mês de fevereiro. Durante a primeira sessão da semana, nesta quarta-feira de cinzas a máxima do dólar foi de R$ 3,12, mas que no final da sessão acabou caindo para R$ 3,09.

Os jornalistas da Reuters afirmam que a primeira sessão da semana acabou sendo influenciada por declarações feitas pela Federal Reserve. A Fed é o banco central dos Estados Unidos que alegou que nos próximos dias haveria um aumento na taxa básica de juros na América.

No inicio da sessão a moeda se valorizou muito diante do real. Mas depois das declarações que William Dudley, presidente da Federal Reserve de Nova York, e do presidente da sede de São Francisco, John Willamns fizeram em relação a alta dos juros, a moeda caiu.

O presidente da Fed de Dallas, Robert Kaplan, defendeu o aumento do juros alegando que se fazia necessário, mas que isso não influenciaria no valor da moeda fora do país.

Especialistas afirmam que o valor da moeda americana cai no Brasil porque a inflação no país tem recuado. O dólar não consegue ter força para continuar a se valorizar diante do real, e que esta é a tendência para pelo menos até o final do ano.

Por causa da baixa o numero de brasileiros com passagens marcadas para o exterior aumentou. Obviamente o numero de brasileiros comprando a moeda americana também tem subido desde o inicio de fevereiro.

A previsão e de que até o final do ano os brasileiros voltem a gastar bastante no exterior, principalmente em Nova York. A cidade é a capital de compras para a maioria dos brasileiros que vão fazer compras fora do país.

Por enquanto a perspectiva dos economistas, é de que o dólar chegue a custar no máximo R$ 3,30 até o final do ano. O boletim foi divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira.

Já para o ano que vem, acredita-se que a moeda vai ficar mais estável, acima dos R$ 3,40.

 

 

Economia: A grande teia global

A economia é uma ciência responsável por prever, analisar, e ajudar a resolver certos impasses e problemas de ordem mercadológica e empresarial, que são diretamente refletidos na sociedade, por meio da inflação, do arrocho salarial e do desemprego, que são responsáveis por causar preocupações e desestabilizarem os países e seus habitantes.

economiaEstuda as causas das crises financeiras que se alastram pelo mundo de tempos em tempos, como a crise de 1929 motivada pela superprodução. E identificando esses problemas, esses estudiosos do mercado mundial e nacional, propõe soluções para saná-las da forma mais eficaz possível.

O mundo já passou por várias crises, e em suas raízes sempre estão os Estados Unidos como os responsáveis pelo início do problema. Isso ocorre exatamente pelo fato de que esse país exerce um controle imenso na economia do mundo, vendendo e comprando bens das demais nações, criando-se assim uma dependência entre eles.

E quando os Estados Unidos apresentam algum problema econômico, como ele é a base dessa cadeia, os outros países também sentem os efeitos. Isso pode ser exemplificado com a dinâmica do dólar, que sempre se desvaloriza quando a economia não está indo tão bem.

Aqui no Brasil a situação como todos sabem, também não é das melhores, passando por uma crise que se arrasta desde 2014, e que atingiu o seu ápice no ano passado.

E as consequências dessa crise na economia e na vida dos brasileiros fazem-se sentir de diversas formas, no corte de gastos do governo federal, no desemprego, que chegou a níveis altíssimos na medição de janeiro de 2017, apresentando o número recorde de 12,9 milhões de pessoas desempregadas no Brasil, entre outros.

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu no dia 23 de fevereiro, alterar as normas de pagamentos de empréstimos, que antes deixavam margens para algumas dúvidas, e que por isso faziam com que as pessoas pagassem juros abusivos aos bancos.

Agora os clientes que atrasarem o pagamento das parcelas dos empréstimos, não terão mais que pagar juros extras, sendo assim eles pagarão os mesmos juros acertados na hora da transação. O que não acontecia antes, pois algumas instituições financeiras passavam a cobrar juros de mercado quando algum cliente não pagava uma parcela.

A economia é uma ciência humana extremamente complexa, que estabelece ligações entre fatos e pessoas que podem estar contribuindo para certo fenômeno na economia de algum país ou lugar. Os blocos econômicos como Mercosul e União Europeia, são exemplos do quão ligada estão as economias dos países, que sentem as crises uns dos outros.

Uma das leis básicas dessa ciência é a da oferta e da procura, que rege o mercado mundial. Ela diz que quando tem muita gente querendo comprar um produto, esse artigo se valoriza, pois, sua disponibilidade fica menor, e já quando tem muito daquele produto e pouca gente querendo comprar, o seu valor decresce invariavelmente.

 

 

Ricardo Tosto alerta – as empresas brasileiras estão “na mira” da Justiça americana

Em entrevista para reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que foi publicada no dia sete de junho dos anos passado, e falou a respeito do fato das companhias nacionais estarem “na mira dos investidores estrangeiros e da legislação externa”, o advogado sócio do escritório de Direito Leite, Tosto e Barros, Jorge Nemr alertou – “Se não andar de acordo com as normas locais e internacionais, você não vai conseguir competir e sobreviver”. Quem reporta o assunto é também um dos sócios e fundadores do escritório de advocacia, Ricardo Tosto.

Conforme as investigações acerca das operações Lava Jato e Zelotes avançam, os órgãos regulatórios dos outros países estão cada vez mais de olho nas empresas do Brasil, alerta o advogado Ricardo Tosto. Os investidores estrangeiros, por exemplo, unem-se em grupos para entrar com ações coletivas na Justiça. O sócio do escritório Peixoto & Cury Advogados, José Ricardo de Bastos Martins, pondera – “uma empresa que atua em escala global precisa se proteger não apenas com o que pode acontecer com elas no Brasil, mas também em outras partes do mundo”.

Um exemplo é a Eletrobrás, a companhia que pode ser expulsa da Bolsa de Nova York (NYSE), salienta o sócio fundador do Leite, Tosto e Barros, Ricardo Tosto. Isso porque foi suspensa a a negociação dos papéis da instituição por ela não entregar o balanço auditado de 2014 dentro do prazo que havia sido estipulado para isso – o que é uma exigência da agência reguladora do mercado financeiro dos Estados Unidos, a SEC.

A Eletrobrás se defende e explica que, apesar dos esforços feitos para a investigação interna, os obstáculos relacionados ao acesso a informações da Operação Lava Jato impediram a avaliação da “eventual ocorrência de impactos sobre suas demonstrações financeiras.”

Para o professor da Fundação Getúlio Vargas, Hsia Sheng, esse episódio da estatal ainda terá vida longa, reporta Ricardo Tosto. Para Sheng, a empresa “já ficou no radar da Justiça americana, mas a verdade é que ninguém manda demonstração financeira para auditores em cima da hora. Nesse caso, mais do que transparência, é preciso organização”.

Ricardo Tosto observa que isso tudo, porém, tem explicação, e justifica-se, principalmente, pelo fato de que, no que diz respeito ao combate à corrupção, o cenário jurídico americano está em um ponto muito mais avançado do que o brasileiro. O advogado explica que a legislação norte-americana que trata dos atos de corrupção, criada em 1977, a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), é referência em todo o mundo. Em contrapartida, a lei brasileira foi regulamentada recentemente – em 2014.

Esse panorama, contudo, pode levar as empresas do Brasil a melhor desenvolver suas ferramentas de compliance, avalia José Ricardo de Bastos Martins. Ele ainda acrescenta que uma companhia global pode descobrir uma “bomba-relógio” em suas mãos, caso não assuma uma política de governança corporativa antes de qualquer denúncia. “Após uma punição em um país, a empresa vai precisar contratar auditorias em todos os lugares onde tem operações.”, conclui Bastos Martins.

 

Conta de luz deve ficar mais cara em março

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A partir do próximo mês, o consumidor brasileiro deve preparar o bolso pois a bandeira tarifária da conta de luz deve mudar. Desde Dezembro do ano passado, a bandeira era verde e não havia cobrança extra, porém a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já anunciou que a partir de Março a bandeira aplicada na conta de luz será a amarela, gerando uma cobrança a mais de R$ 2 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) de consumo.

De acordo com a Aneel, isso ocorre devido ao fato de que houve uma queda nas projeções de chuvas para o próximo mês e provavelmente será preciso acionar mais usinas termelétricas como forma de preservar os níveis de armazenamento das hidrelétricas e também para garantir o suprimento de energia no País. A utilização de energia proveniente de termelétricas é mais cara do que a de hidrelétricas, visto que estas usinas funcionam a base de combustíveis como óleo e gás.

“No mês de março a estimativa de vazões que chegam nos reservatórios das hidrelétricas ficou abaixo do esperado em comparação ao anterior, isso acabou levando a indicação de maior geração termelétrica como meio de preservação dos níveis de armazenamento”, informou a agência.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e serve para trazer mais transparência em relação ao custo da energia elétrica para o consumidor. Segundo o diretor da Aneel, além do fator econômico, o mecanismo de bandeiras tem “caráter educativo, e é uma forma transparente de comunicar aos consumidores que as condições de geração de energia elétrica no País estão menos favoráveis, no caso de bandeira amarela, ou mais custosas, de acordo com o patamar de bandeira vermelha que é acionado”

Além disso, também foi anunciada, na semana passada, uma alteração nos valores das bandeiras para o ano de 2017. O reajuste modifica o valor da bandeira amarela que será de R$ 2 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos. A vermelha patamar 1 deve permanecer a mesma R$ 3 para cada 100 kWh, enquanto o valor da bandeira vermelha patamar 2 deverá cair de R$ 4,50 para R$ 3,50 a cada 100 kWh.

A previsão para o Brasil retomar o crescimento é de 10 anos

A crise econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos anos acarretou uma forte queda do PIB desde 2014, retroagindo os ganhos obtidos no período de crescimento econômico.

Segundo a projeção de economistas, o Brasil pode demorar 10 anos para retomar o crescimento. Em 2013 foi o pico do PIB, produto interno bruto, que estava em 30.8 mil reais. A expectativa é que apenas em 2023 ele chegue em 31 mil reais.

Queda no padrão de vida

Segundo Julio Mereb, pesquisador da fundação Getúlio Vargas, “No acumulado desde 2014 até agora, houve queda de 9,6 por cento no PIB per capita. É uma redução do padrão de vida bastante expressiva”.

A crise obrigou a mais da metade dos brasileiros, cerca de 57%, alterar hábitos de consumo. O brasileiro hoje adia ao máximo a aquisição de bens mais caros, pesquisa mais antes de comprar, mudou locais de compras e reduziu as despesas da casa.

“A queda do consumo é uma defesa. As pessoas estão sentindo o desemprego mais perto, vendo familiares próximos perdendo emprego. Também veem que os produtos ficaram mais caros enquanto tem dificuldade de pagar as contas” afirmou Renato da Fonseca gerente-executivo da CNI.

Grande estrago

Se for comparado o PIB brasileiro em dólar com outros países, fica evidente a dimensão do estrago.

Segundo o FMI, Fundo Monetário Internacional, seus últimos números contabilizam que o PIB per capita do Brasil deve terminar 2017 com 15.5 mil dólares, bem longe de economias como a do Chile que terminará com 24.7 mil dólares e a do México com 19.5 mil dólares.

Se for comparado com a Coreia do Sul, que tinha o PIB per capita muito parecido com o do Brasil da década de 80, a riqueza média atual dos sul-coreanos é mais que o dobro da brasileira, com 39,7 mil dólares.

Segundo o professor de economia do Insper Otto Nagami, isso se deve ao grande investimento em educação e a abertura para importação de tecnologia em diversos setores.

Atraso na recuperação

A lenta retomada e recuperação da riqueza se deve a expectativa de baixo crescimento econômico nos próximos anos perante a baixa do PIB nacional que perdeu fôlego na crise. Por causa da queda dos investimentos somada ao baixo crescimento da população economicamente ativa, PEA, que quando avançava nos anos anteriores, ajudava a aumentar a força de crescimento econômico do país.

Outro fator fundamental para o enriquecimento do Brasil é o desemprenho da produtividade. Um dos motivos da crise foi justamente o fomento do consumo aliado ao baixo crescimento produtivo. É necessária uma reforma para aumentar o investimento e melhorar o ambiente de negócios.

O economista do Itaú Rodrigo Miyamoto afirmou sobre isso, “As reformas dão previsibilidade para a economia e puxam o ciclo virtuoso ao tornar o ambiente mais propício para negócios e trazer ganhos de produtividade”.

 

 

Mario Alaor do BMG, reporta que mais da metade dos brasileiros não poupa dinheiro

A maioria dos brasileiros não se preocupa em poupar dinheiro, ou planeja criar algum saldo de reserva ou plano de aposentadoria diferente do tradicional.

De acordo com a pesquisa reportada pelo vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor, e realizada pelo SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, e a CNDL, Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, 62% dos consumidores brasileiros não guardam dinheiro de forma alguma. A pesquisa ainda aponta que 29% dos entrevistados guardam apenas o que sobra após pagar as contas e apenas 7% se comprometem a guardar sempre o mesmo valor.

Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil, relata, “A formação de uma reserva de dinheiro é um tópico fundamental para o equilíbrio das finanças pessoais, mas tende a ser negligenciada por boa parte dos consumidores. A consequência disso é que, se deparados com um acontecimento imprevisto, muitos acabam inadimplentes”.

A estatística muda de acordo com a classe social

O Marcio Alaor, do Banco BMG, informa que existem diferenças entre classes sociais na hora de poupar e investir. Dentre as classes A e B, 58% dos entrevistados afirmam poupar, independente do valor. Já na classe C, D e E isso reduz para 30%.

A renda da classe A, supera R$10.000 reais mensais, enquanto pessoas na classe E são aqueles que possuem de renda até 1020 reais mensal.

Para Roque Pelizzaro esse baixo índice de poupadores se deve a cultura de consumo que os brasileiros sempre tiveram “Termos 29% de pessoas que guardam o que sobra no fim do mês é ótimo, é algo muito positivo, mas precisamos virar essa chave e criar uma cultura de poupança”, reafirma.

Dentre os poupadores a opção mais procurada ainda é a caderneta de poupança.

“O brasileiro é bastante conservador, mas hoje a poupança empata ou perde para a inflação, ela já não é uma boa opção de investimento”, lembra Pellizzaro. “O ideal, hoje, é investir no Tesouro, que dá muito mais retorno, é seguro e acessível, mas mesmo assim ainda é pouco procurado”.

O caminho para poupar

O executivo do BMG, Marcio Alaor, reporta que existe uma fórmula considerada ideal pela maioria dos estudiosos no que se trata em economizar. Como o educador financeiro, Robinson Travó, por exemplo, afirma que para uma pessoa ter um crescimento financeiro, ela deve gastar menos que produz, obviamente. Isso possibilita que haja uma sobra financeira para se investir num fundo de emergência e num fundo de investimento.

A proporção considerada ideal, que Marcio Alaor do BMG citou seria a seguinte:

  • 70% da renda líquida usada para despesas;
  • 20% para reserva de emergência;
  • 10% para investimentos.

Economizar de fato não é uma tarefa fácil para ninguém, existem pessoas que contam com um orçamento apertado e outras que possuem o hábito do consumo tão arraigado, que a sobra de dinheiro no final do mês significa sempre comprar algo novo.

Marcio Alaor, vice-presidente do banco BMG, simula um orçamento de acordo com a proporção informada. Em um orçamento familiar de R$5.000 disponível por mês, já descontando todos as usuais taxas do contracheque. O valor para investimentos deve se fixar em R$500(10%), para emergência deve ser guardado R$1.000(20%), e R$3500(70%) para todas as demais despesas.