2017 encerra com inadimplência estabilizada, informa SPC Brasil e CNDL

O volume após o encerramento de 2017 ficou estável entre os brasileiros negativados, mas ainda alto. De acordo com dados levantados por uma pesquisa do SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito – em parceria com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas -, o esperado é que o mês de dezembro do ano passado tenha fechado com cerca de 60,2 milhões de brasileiros com dívidas pendentes diretamente no CPF, estando restrito para a realização de compras parceladas. Os números ainda não são oficiais, mas esta estimativa representa 39,6% de toda a população na faixa etária entre 18 e 95 anos no país.

“Mesmo com a lenta recuperação econômica em curso, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos em dia. A reversão desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o consumidor: emprego e renda. Além disso, exige um esforço contínuo de educação sobre o consumo – pesquisas elaboradas pelo SPC Brasil mostram, de forma decorrente, uma carência de controle das finanças pessoais.” explica Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

Dezembro do ano passado fechou com uma alta de 1,27% no número de inadimplentes em todo o país, em comparação com o mês de dezembro de 2016, atingindo uma variação mensal na casa dos 0,63% nos dois últimos dois meses do ano passado. De acordo com a estimativa relacionada com a idade dos cidadão brasileiros, foi possível observar que as pessoas entre 30 e 39 anos são as que mais concentram o número de negativados em todo o país. No mês de dezembro do ano passado, 50% destes cidadãos estavam com o nome registrado em algum órgão devedor, sendo essa população o equivalente a 17,8 milhões de pessoas.

O indicador de inadimplência do consumidor possibilita toda a base de dados para os levantamentos e realizações de pesquisas realizadas pelo SPC Brasil e pela CNDL. São 27 unidades da federação espalhadas entre as capitais e o interior dos estados, e as pesquisas de inadimplência apresentam uma margem de erro de 4 p.p, equivalentes a um intervalo de confiança dentro de 95%.

 

2017 encerra com leve queda de vendas de carro zero para o consumidor

Em 2017 as vendas de carro zero no Brasil aumentaram 9,3% se comparadas em a 2016, porém os emplacamentos para o consumidor comum tiveram uma queda de 0,3% em comparação ao mesmo período.

Segundo a Federação dos Importadores, a Fenabrave, no ano passado, dos 2,1 milhões de veículos e comerciais leves vendidos, 1,3 milhão foram das concessionárias, o que representa 60% do total.

Em 2016, essa fatia era ainda maior e correspondiam a 1,3 milhão, ou seja 65,83% do total e foram vendidos 1.307.622 veículos e em 2017 foram 1.303.558, sendo que desse número, as vendas diretas de carro foram de 678.739 em 2016 e de 868.676 em 2017.

As vendas diretas aumentaram em 28% no ano passado em relação a 2016, e se enquadra nessa modalidade, carros para frotas, locadoras de veículos, taxistas, pessoas com deficiência e trabalhadores rurais que costumavam receber descontos nas compras.

As vendas diretas totalizaram 868 mil emplacamentos de carros em 2017, um aumento de 34% para 40% do total realizado.

O volume de vendas diretas no ano passado está dentro da média da última década, de 810 mil unidades, segundo a Fenabrave. Este número chegou a 830 mil nos últimos 5 anos e 750 nos últimos 3.

As vendas diretas são realizadas com a participação das concessionárias, destaca a entidade, quando envolve taxistas, portadores de deficiência e produtores rurais.

A venda direta nas lojas, de acordo com a Fenabrave, aumentou 24% no ano passado, em comparação a um ano atrás, indo de 209 mil para 261 mil unidades.

Os veículos mais dependentes dessas vendas são os picapes que são normalmente utilizadas para uso comercial. A Fiat Strada e a Toro estão entre as mais emplacadas em 2017, e 70% de suas vendas são voltadas para empresas.

O Hyundai HB20 foi o carro menos dependente das vendas diretas está entre os top 10 de vendas e liderou o emplacamento em 2017.

Os veículos que mais são dependentes da venda direta no país são: Chevrolet Montana, Fiat Strada, Volkswagen Saveiro, Fiat Fiorino, Renault Logan, Volkswagen Voyage, Fiat Uno, Fiat Toro, Ford Ranger e a Chevrolet S10.

 

Novas funcionalidades da Amazon – por Rodrigo Terpins

Seduada em Seattle, a Amazon é uma empresa inicialmente concebida para o e-commerce busca sempre inovar na experiência de compra de seus clientes. A companhia anunciou um novo serviço, o Amazon Key, em que os usuários permitem que os entregadores possam entrar em suas casas quando eles não estiverem no local. Quem reporta a notícia é o empresário do segmento do varejo, Rodrigo Terpins.

A ideia é entregar as encomendas adquiridas pelo site da Amazon mesmo sem ninguém casa, evitando re-entregas, atrasos, entre outros benefícios. O principal ponto relevante para a estratégia foi a segurança e por isso o cliente pode acompanhar toda a entrega por vídeo streaming, com o Cloud Cam.

Fechadura inteli

Rodrigo Terpins destaca que o serviço está disponível somente para clientes Amazon Prime, que ainda terão que arcar com o 250 dólares referemte a câmera por monitoramento pela nuvem e a fechadura inteligente que permite a entrada dos entregadores.

A fechadura é uma tecnologia nova desenvolvida pela Amazon, que permite que o entregador possa adentrar ao imóvel do cliente. Ela possui um código de barras e assim que for acessado pelo entregador envia uma notificação para o smartphone do comprador, e este, por sua vez, autoriza o destravamento da porta.

A ferramenta levou pouco mais de um ano para ser disponibilizada no mercado. Segundo a Amazon, a intenção é conquistar os clientes que não podem adquirir produtos por não estarem em casa no momento da entrega, mas que também não tem interesse em que suas encomendas fiquem do lado de fora de suas moradias, onde possam se danificadas ou roubadas, reporta Rodrigo Terpins.

No intuito de evitar desconfortos se algum morador estiver na residência, o entregador também é orientado a bater na porta antes de adentrar à casa dos clientes. Entre as recomendações aos consumidores estão que o serviço não seja adquirido por usuários que tenham animais que circulam na casa.

Rodrigo Terpins destaca a fala de Peter Larsen, vice-presidente da Amazon Delivery. Em entrevista o executivo afirmou que o serviço não é um experimento “Esta é uma parte fundamental da experiência de compras da Amazon a partir deste ponto”, destacou ele.

Inicialmente o serviço será disponibilizado somente nas 37 cidades em que a própria amazon realiza a entrega dos pedidos. Dessa forma, a companhia evita nesse primeiro momento, que ocorram constragumentos e problemas com empresas terceirizadas, reporta Rodrigo Terpins.

Outras novidades da empresa

Esse é só o primeiro passo da empresa. Planos para um futuro próximo devem integrar o Amazon Key a outros serviços e aplicações destinados a divisão de serviços para residências. A ideia é que os assinantes Premium possam também ter acesso livre para outros dois serviços, o Rover.com e Marry Maids.

O Rover.me é um serviço destinados a passeios com cachorros e o Marry Maids é um serviço de reparos e outros trabalhos domésticos para as mais diferentes necessidades. Para a câmera do Amazon Key o intuito é que ele possa funcionar também como câmera de segurança com funções extras, a exemplo de detector de movimento e faces, e monitoramento de zonas da casa.

76 anos de Candeias é comemorado pelo MME ao ter contribuído para economia

O MME – Ministério de Minas e Energia – prestigiou os 76 anos do início da indústria nacional do

petróleo, com a presença de Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, em Candeias – 1 da Petrobrás, localizada no Recôncavo baiano no dia 14 de dezembro deste ano. Candeias é o primeiro campo comercial explorado no Brasil, que ainda mantém atividade de extração de petróleo e alcançou uma produção de 34 barris de petróleo por dia, dando rumo a economia do país.

O ministro esteve acompanhado de Márcio Félix, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível do MME; também junto a Nilo Azevedo, que é Gerente Executivo de Terra e Águas Rasas; o Gerente Geral da Unidade de Exploração e Produção da Bahia, Stênio Galvão; e o Gerente do Ativo de Processamento de Fluidos da Unidade de Exploração e Produção da Bahia, Geraldo Correio, em uma visita a comemoração.

Após prestar um agradecimento feito por todas as oportunidades alcançadas e pela contribuição que Candeias deu a economia do Brasil, o ministro destacou que “as maiores entregas que o governo terá ao longo do período de 1 ano e 11 meses que virão do Ministério de Minas e Energia, será a retomada da produção de gás e óleo no país: nós retornamos com o calendário de leilões em 2017, que por sinal foi satisfatório”, relembrou ao dizer sobre os esforços que o governo vem fazendo diante da renovação do Repetro pelo Congresso Nacional.

Também foi destacado pelo ministro o grande interesse demonstrado pelas empresas “que escolheram por retornar os investimentos no Brasil, além da Petrobras que realizou diversos investimentos como foi visto nesses últimos dois leilões realizados de uma forma mais firme. Os brasileiros não fazem ideia do que leilões significará para a economia do país; a maioria das pessoas só veem um monte de assinaturas, sendo R$ 6 bilhões, um número que expressa muito dinheiro, contudo, essa é apenas a ponta desse grande iceberg que virá convertido em royalties, impostos, mais empregos e também geração de mais serviços”.

 

Estimativas apontam crescimento de shoppings centers na América

Atualmente, a América Latina possui aproximadamente 1,9 mil shoppings espalhados pelos países que compõe a região. Embora o número já seja grande, as estimativas apontam para um crescimento ainda maior nos próximos anos, uma tendência que vai em contrapartida dos Estados Unidos, que vem apresentando uma redução gradual da quantidade de shoppings no país.

Somente nos últimos 10 anos, esse setor de comércio teve um aumento médio de 5% a cada ano, esse número é equivalente a um total de 100 novos empreendimentos lançados por ano. Os dados foram adquiridos de um estudo realizado pela Lizan Retail Advisors, uma empresa de consultoria americana. Para o estudo, a empresa considerou os centros comerciais que são alugados e possuem mais de 10 mil m².

Em 2017, o setor apresentou uma leve desaceleração em relação ao crescimento anual, mas ainda demonstra um ótimo desempenho em toda a América Latina, que pode estar preste a apresentar seu melhor desempenho nos últimos 10 anos.

O levantamento ainda apontou que o Brasil está classificado como o segundo país da América Latina a ter mais centros comerciais ligados ao setor, com cerca de 600 empreendimentos, ficando atrás do México, que possui cerca de 650.

A Abrasce“Associação Brasileira de Shopping Centers”, revelou que há uma previsão de que o país abra aproximadamente 30 centros comerciais até o final de 2018. A associação ainda prevê que esses novos empreendimentos que deverão ser inaugurados serão instalados em regiões longe dos centros metropolitanos, o que indica uma forte tendência de crescimento para o setor nas regiões mais afastadas do país. No ano passado, a Abrasce ainda revelou que o país teve um faturamento total de R$ 157,9 bilhões.

Contudo, as estimativa apontam que o México seguirá com a liderança em relação ao país com mais empreendimentos voltados para o setor até o ano de 2025. Neste ano em questão, o México deverá atingir um total de 760 shoppings instalados no país. As estimativas são do “Grupo de Inteligência de Mercado para a América Latina”, que responde ao ICSC – “Conselho Internacional de Centros Comerciais”.

 

Casa de shows do Manaira Shopping de Roberto Santiago é uma das mais conceituadas da região

A casa de espetáculos que fica na cobertura do shopping de Roberto Santiago, o Manaira Shopping, se encontra em uma localização excelente na cidade de João Pessoa, próxima tanto do centro como também do litoral norte. Quando foi inaugurada em 2009, a Domus Hall levou ao público um show inédito da dupla Zezé Di Camargo & Luciano, iniciando uma trajetória de sucesso, com diversos espetáculos que levantaram a capital da Paraíba.

Um dos grandes diferenciais desse espaço é a sua estrutura ampla e moderna, composta por equipamentos de som que contam com um elaborado sistema de isolamento acústico. Criada para ser um ambiente versátil e adaptável a vários estilos diferentes de eventos, a casa de shows pode tanto se transformar em uma boate, como também ser adaptada a uma espécie de teatro, com o palco e lugar para quase quatro mil pessoas estarem sentadas.

Nos anos desde que abriu as suas portas ao público, o grande intuito da Domus Hall do empresário Roberto Santiago é proporcionar espetáculos musicais de alto nível a população de João Pessoa. Seja qual for o estilo musical, sertanejo, rock, funk, axé ou pop, o objetivo é levar grandes artistas da música nacional e internacional. Entre os nomes que já se apresentaram na casa de shows, está a cantora Ana Carolina, destaque da música popular brasileira, e o famoso sambista Seu Jorge.

No ano de 2016, em comemoração ao aniversário da Domus Hall, foi organizada uma apresentação especial da banda O Rappa, a qual levou para a Paraíba o novo espetáculo do grupo em comemoração aos seus quase 25 anos de trajetória musical. A banda O Rappa surgiu em 1993, no Rio de Janeiro, e é muito conhecida em todo o país por suas músicas que misturam acordes de rap e reggae, além de possuírem mensagens de cunho social.

Mais do que uma casa de shows, a Domus Hall do empresário Roberto Santiago também sedia outros tipos de eventos, como festas de casamento, apresentações de stand-up, festas corporativas e formaturas, tudo isso em razão da versatilidade oferecida pelo ambiente, que se ajusta de maneira fácil a diferentes estilos de cerimônia.

Roberto Santiago nasceu na cidade de João Pessoa e escolheu cursar Administração de Empresas no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Depois de formado, ele conseguiu um trabalho na Café Santa Rosa, empresa onde trabalhou por alguns anos até ter os meios necessários para criar o seu próprio negócio, uma empresa no ramo da cartonagem, uma técnica de fabricação de objetos utilitários e decorativos.

Porém, foi no ramo do loteamento que Roberto Santiago se tornou bem-sucedido e um dos grandes empreendedores do Nordeste. Em primeiro lugar, o empresário inaugurou o Manaira Shopping no ano de 1989, considerado como um dos melhores centros comerciais do Nordeste devido a sua importância no dia a dia dos paraibanos. Mais recentemente, em 2014, o empresário abriu ao público o seu segundo empreendimento comercial, o Mangabeira Shopping, o qual gerou muitos empregos e melhorou a economia de João Pessoa mesmo durante o período de crise.

Panorama Energético Mundial 2017 é recebido pelo secretário-executivo do MME

“Temos a possiblidade de aprender com países que já passaram por desafios que ainda estamos enfrentando”, enfatizou Paulo Pedrosa, secretário-executivo do MME – Ministério de Minas e Energia. Paulo expôs sua opinião durante o encontro que lançou o relatório do World Energy Outlook (Panorama Energético Mundial 2017). O secretário-executivo esteve acompanhado de Paul Simons, vice-diretor executivo da AIE – Agência Internacional de Energia.

Segundo o relatório, que é a principal divulgação da AIE, o sistema energético mundial passa por grandes reformas dentro de quatro principais eixos: a questão do Estados Unidos na liderança do petróleo e gás diante do resto do mundo; o desenvolvimento, implantação e o acesso das tecnologias voltadas para energia limpa; economias melhores orientadas que dão mais foco aos serviços junto a ascensão de energia limpa na China; e a predominância da eletrificação em todo o mundo.

No mês de outubro de 2017, o Brasil oficializou à AIE sendo um país não membro. Desta forma, a Agência reconheceu países com potencial relevante dentro do panorama energético mundial e que não fazem parte da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Esses países fazem parte da associação de países não membros, sendo que o Brasil é o sétimo e último a entrar para esse grupo de países não membros, que é composto por: China, Índia, Marrocos, Indonésia, Tailândia e Cingapura, não necessariamente nesta ordem. Em relação aos países que fazem parte da OCDE, atualmente a Agência tem 29 países membros.

Desde 1974, a AIE é um importante e bem conceituado organismo internacional que trata das questões eletroenergética global. É uma importante fonte de conhecimento e consultoria para os países agregados e que buscam emergir nas questões eletroenergéticas. O principal objetivo da associação é garantir o abastecimento energético de forma confiável, com preços dentro da realidade de todos e acessível a todos, e tratar das questões de segurança energética. Também traz como objetivo o desenvolvimento econômico, a conscientização para as questões de sustentabilidade e conseguir que mais países consigam aderir a associação. O World Energy Outlook é o programa mais importante da Agência, e faz referência mundial ao setor energético. O Brasil já foi referência na seção especial que continha 113 páginas na edição realizada em 2013.

 

Recenseadores são os heróis do Censo Agro 2017, com destaque para o Bahia

O retrato do atual cenário do setor agropecuário no Brasil, foi lançado graças ao desbravamento de recenseadores que finalizaram o Censo Agro 2017. Dentre todas as regiões e localidades levantadas pelo Censo Agro 2017, o estado da Bahia, considerado o maior estado rural do país foi destacado nesta edição.

Esses recenseadores enfrentam muitas barreiras para a realização do censo, que vão desde enfrentar estradas sem condições de seguir em frente, moradores desconfiados, animais selvagens, mau tempo, entre outras dificuldades com a pesquisa. Mas nem só de dificuldades nasce uma pesquisa do censo no Brasil. Nesses dificultosos caminhos onde muitas famílias vivem esquecidas, onde só motocicletas conseguem adentrar, existem muitas histórias de vida no lançamento de cada questionário.

Existem histórias de pessoas que se negam em deixar um sítio mesmo estando em idade avançada e com a saúde fragilizada. Pessoas que viveram o regime militar e são receosos em responder o questionário. Pessoas que são receptivas e não permitem que o recenseador vá embora sem provar um cafezinho.

“Todo mundo é bem receptivo e quer que a gente beba alguma coisa. Eles ficam até chateados se a gente não aceitar, aí faz caldo de cana, suco”, diz Thalita Moreno, recenseadora que atuou no estado.

“A coleta está indo relativamente bem. Ela já foi concluída em quase 2 mil setores e está em andamento atualmente em cerca de 2,3 mil setores. Agora a expectativa é ficar de olho na supervisão, no pagamento, na conclusão dos estabelecimentos e no acompanhamento da qualidade do dado”, explica André Urpia, coordenador Operacional do Censo Agro na Bahia.

O Censo tem como objetivo levantar dados sobre as famílias, o clima, a agropecuária e apontar dados sobre a produção de alimentos nesta região do país.

“O objetivo do Censo Agropecuário é informar em números o quadro e a estrutura do sistema produtivo do setor. Lógico que serão mostradas as regiões onde a produção está mais afetada, por exemplo, por fatores climáticos, onde as culturas não estão bem adaptadas. E vai mostrar também regiões onde o quadro é diferente”, diz Arthur Ferreira Filho, responsável pela UE/BA – Unidade Estadual do IBGE na Bahia.

 

Cartões de loja são os maiores causadores de inadimplência no país

O financiamento através de cartões de loja são os maiores causadores da inadimplência dos consumidores. Ao todo 80% das pessoas estão com o nome sujo devido às compras nesse tipo de cartão. Em 2016 esse índice era de 73% segundo dados de um levantamento realizado pelo SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito junto da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Em segundo lugar estão os empréstimos em bancos e financeiras que lideraram o ranking no ano passado com 75% das inadimplências, que este ano está em 65%.

O ranking vem seguido dos cartões de crédito com 65%, o cheque especial 64%, o crediário 60%, cheques pré-datado 51%, financiamento de automóveis e motos 50%, crédito consignado 38%, financiamento residencial 27% e as mensalidades escolares 24%.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, avalia que a economia brasileira vem dando sinais de melhora, porém a vida financeira dos brasileiros ainda não está em boas situações. Marcela diz que o desemprego está instável, porém elevado, e a renda vem sendo menor que nos anos que antecederam a crise. O brasileiro vem se deparando com as dificuldades de pagar as contas devido ao orçamento curto.” É preocupante que as dívidas com bancos se posicionem entre os primeiros colocados, pois a incidência de juros elevados por atraso fazem essas dívidas aumentarem rapidamente, dificultando assim o pagamento”, explica Kawauti.

O estudo também mostrou que os brasileiros vêm fazendo dívidas sem ter liquidado as que já possuíam. As compras feitas em carnê e crediários são as que mais cresceram. A inadimplência de um ano foi de 11% para 21% e os cartões de crédito expandiram de 40% para 48%.

Nas dívidas com contratação de serviço, a telefonia foi a que mais teve alta com 53%, um crescimento de 11% na comparação de 2016 para 2017. A TV por assinatura e internet teve um crescimento de 33% para 44%. Isso mostra que as pessoas estão priorizando o pagamento de contas mais importantes como a água e a luz.

Um quarto das pessoas endividadas pertencem a classe alta, 40% possuem ensino superior, sendo 10% desse total pessoas pós-graduadas. A média de inadimplência de cada brasileiro com três dívidas acumuladas chega a R$ 8 mil reais.

 

Após assumir Conselho de Administração, Luiz Carlos Trabuco Cappi comenta o futuro Bradesco

Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, o atual momento é de vislumbrar os desafios que se apresentarão no futuro. De acordo com o presidente do Bradesco, os obstáculos são grandes, especialmente por conta das atuais transformações pelas quais passa a sociedade. Agora acumulando a função de presidente do Conselho de Administração da instituição financeira, em substituição a Lázaro de Mello Brandão – que há 27 anos presidia o cargo -, o executivo considera este momento como um dos mais importantes da organização.

Como as normas internas do banco não autorizam a acumulação de cargos, Luiz Carlos Trabuco Cappi, deixará a presidência da instituição em março de 2018 – entretanto, seu sucessor ainda não foi selecionado. Porém, conforme ressalta o atual presidente executivo, o futuro escolhido é integrante do atual quadro executivo do banco.

O anúncio do novo presidente, todavia, poderá ocorrer antes do prazo estabelecido. Segundo Cappi, o Bradesco possui enormes responsabilidades no país e, por conta disso, torna-se fundamental a continuação de lideranças internas. Para o executivo, todo processo de escolha ocorrerá de forma cotidiana e prática, analisando de forma acurada os “pratas da casa”. Atualmente o Conselho de Administração possui um integrante a menos, mas esta vaga também poderá ser preenchida em breve. Luiz Carlos Trabuco Cappi, contudo, não deixa de reconhecer a relevância do antigo presidente o Conselho: “Um homem que foi participante de todos os grandes momentos pelos quais a economia passou nos últimos 75 anos”, destaca Trabuco.

Quando questionado sobre sua saída, Lázaro Brandão sinaliza de forma clara que foi iniciativa própria e complementa sobre a fusão ocorrida em 2016: “O conselho tem um trabalho muito consciente e preenche para o banco as necessidades e avanços impostos. Recentemente, compramos um grande instituição financeira em uma fase crítica do país, por um preço que foi salgado, mas nos dá uma projeção indiscutível. E o conselho, sempre atento ao seu papel, tem procurado se colocar da maneira adequada.”, esclarece o agora ex-presidente do Conselho.

Sobre as novas tecnologias

Para Luiz Carlos Trabuco Cappi, as bases de qualquer instituição financeira devem ser definidas sobre pessoas e tecnologias. De acordo com o presidente, a utilização de novas tecnologias, mas sem foco no aspecto pessoal, não faz sentido. Reduz-se a apenas processamento de informações e dados; digitalizar a instituição bancária sem olhar para o público não funciona, complementa. Ainda de acordo com o executivo, é tarefa do banco proporcionar ao consumidor a chamada “alfabetização digital”. Neste sentido, o uso de smartphones – e outros dispositivos móveis como tablets – destacam-se como instrumentos fundamentais.

Sobre o futuro do Brasil

O presidente confia que o atual momento de crise irá passar em breve e o país retomará o crescimento econômico e a mobilidade social. Para Cappi, o banco possui uma visão positiva do futuro e conseguirá aproveitar todas as oportunidades que surgirem.

Luiz Carlos Trabuco Cappi chegou ao Bradesco em 1969 e alcançou o cargo de Diretor Vice-Presidente do banco em 1999. Em 2009 foi eleito pelo Conselho de Administração Diretor-Presidente.